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O comportamento de Washington depois da reeleição de Lula merece mais atenção do que vem recebendo, porque ele revela até onde vai o poder americano sobre a política brasileira.
O resultado foi proclamado às 21h08 do domingo, 25 de outubro, e a Casa Branca só se manifestou quase vinte horas depois. Isso rompeu uma tradição longa: Bush ligou para Lula em 2002, Obama cumprimentou Dilma em 2014, o próprio Trump telefonou ao vencedor de 2018 na mesma noite e Biden reconheceu a eleição de 2022 antes que o derrotado admitisse a derrota. Desta vez, segundo a imprensa, o Departamento de Estado tinha uma nota pronta e decidiu guardá-la enquanto o candidato derrotado pedia a anulação do pleito.
Quando Trump finalmente falou, disse que a eleição “pareceu ter fraude” e estranhou a prorrogação do horário de votação, tudo isso sem apresentar uma única evidência. Na mesma resposta, porém, descartou qualquer reação americana, lembrou que governa os Estados Unidos e afirmou gostar de Lula. Essa combinação de insinuação e recuo é o retrato de uma potência que gostaria de interferir, sabe que não tem instrumentos para isso e procura sair da situação sem admitir a derrota da aposta que fez.
E a aposta era grande. A Casa Branca esperava ver o Brasil dentro do Escudo das Américas, a coalizão de segurança lançada em março que também serve para conter a presença chinesa na região, além de abrir negociação sobre minerais críticos. Colômbia, Chile e Peru entraram nessa linha. O Brasil, por decisão do próprio eleitor, ficou fora, e isso pesa muito mais do que qualquer adesão menor, porque estamos falando da maior economia e da maior democracia da América Latina.
Há ainda um detalhe que mostra o isolamento momentâneo de Washington: governos de direita da própria região cumprimentaram Lula antes da Casa Branca. A solidariedade latino-americana e os interesses comerciais concretos continuam falando mais alto que a afinidade ideológica com Trump.
O calendário também amarra as mãos do governo americano. Em 3 de novembro os Estados Unidos renovam o Congresso nas eleições de meio de mandato, e abrir uma crise diplomática com o Brasil às vésperas dessa votação seria um custo difícil de justificar para os republicanos.
Para o Brasil, o episódio abre uma janela. A reeleição fortalece uma diplomacia de equilíbrio entre Estados Unidos, China e Europa, recoloca o acordo entre Mercosul e União Europeia no horizonte e dá ao país mais margem para negociar em temas sensíveis sem aceitar o papel de quintal.
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🚨EXCELENTE ANÁLISE
O comportamento de Washington depois da reeleição de Lula merece mais atenção do que vem recebendo, porque ele revela até onde vai o poder americano sobre a política brasileira.
O resultado foi proclamado às 21h08 do domingo, 25 de outubro, e a Casa Branca só se manifestou quase vinte horas depois. Isso rompeu uma tradição longa: Bush ligou para Lula em 2002, Obama cumprimentou Dilma em 2014, o próprio Trump telefonou ao vencedor de 2018 na mesma noite e Biden reconheceu a eleição de 2022 antes que o derrotado admitisse a derrota. Desta vez, segundo a imprensa, o Departamento de Estado tinha uma nota pronta e decidiu guardá-la enquanto o candidato derrotado pedia a anulação do pleito.
Quando Trump finalmente falou, disse que a eleição “pareceu ter fraude” e estranhou a prorrogação do horário de votação, tudo isso sem apresentar uma única evidência. Na mesma resposta, porém, descartou qualquer reação americana, lembrou que governa os Estados Unidos e afirmou gostar de Lula. Essa combinação de insinuação e recuo é o retrato de uma potência que gostaria de interferir, sabe que não tem instrumentos para isso e procura sair da situação sem admitir a derrota da aposta que fez.
E a aposta era grande. A Casa Branca esperava ver o Brasil dentro do Escudo das Américas, a coalizão de segurança lançada em março que também serve para conter a presença chinesa na região, além de abrir negociação sobre minerais críticos. Colômbia, Chile e Peru entraram nessa linha. O Brasil, por decisão do próprio eleitor, ficou fora, e isso pesa muito mais do que qualquer adesão menor, porque estamos falando da maior economia e da maior democracia da América Latina.
Há ainda um detalhe que mostra o isolamento momentâneo de Washington: governos de direita da própria região cumprimentaram Lula antes da Casa Branca. A solidariedade latino-americana e os interesses comerciais concretos continuam falando mais alto que a afinidade ideológica com Trump.
O calendário também amarra as mãos do governo americano. Em 3 de novembro os Estados Unidos renovam o Congresso nas eleições de meio de mandato, e abrir uma crise diplomática com o Brasil às vésperas dessa votação seria um custo difícil de justificar para os republicanos.
Para o Brasil, o episódio abre uma janela. A reeleição fortalece uma diplomacia de equilíbrio entre Estados Unidos, China e Europa, recoloca o acordo entre Mercosul e União Europeia no horizonte e dá ao país mais margem para negociar em temas sensíveis sem aceitar o papel de quintal.
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Flávio Bolsonaro dobra a aposta golpista e tenta manter extrema-direita sob sua liderança
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Fazer o L, de Lula, virou símbolo mundial de luta democrática e por justiça social
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Um Brasil que constrói sua história, escolhe seu caminho e respeita seu povo. 🇧🇷❤️
Que não abre mão de sonhar, que encontra na sua gente a força para seguir em frente e que faz da esperança um caminho para o futuro.
A história é feita pelo povo. E é com ele que o Brasil segue em frente.
📸 @ricardostuckert
"Após eleições de 2026, uma falsa premissa foi, mais uma vez, derrubada"
bnewsalagoas.com.br/noticias…
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A matemática da virada 2: com dados das urnas
jaironicolau.substack.com/p/…
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🔴 LULA VENCEU, FLÁVIO FUGIU E A IMPRENSA CAIU NO PLANO GOLPISTA
💥 A fuga do vagabundo e a imprensa com as "fontes" golpistas
💥 A perseguição e ass@ssinatos dos PETISTAS
MAMACITA tá on!
Seu comentário na tela!
Pix: [email protected]
youtube.com/live/7rdVr93Zqgg
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O brasão na carta do Flávio Bolsonaro me fez lembrar uma famosa passagem de José Serra na campanha presidencial de 2010. Em tempo: Serra é um democrata, reconheceu a derrota e cumprimentou a presidente eleita…
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Eu, como repórter, lamento o fim da reportagem no Brasil. Com algumas poucas exceções. Custa caro. 95% dos textos produzidos hj reproduzem redes sociais, notas oficiais, "posicionamentos" (que jargão horrivel), buscas no Google, vazamentos de autoridades etc. Morreu a reportagem in loco, a única verdadeiramente reveladora.









