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O QUE OS PAPAS DISSERAM SOBRE MARTINHO LUTERO
1. João Paulo II, 1983
“Como consequência delineou-se claramente a profunda religiosidade de Lutero que, com inflamada paixão, surgira do interrogativo sobre a salvação eterna.”
Fonte: Carta de João Paulo II ao cardeal Johannes Willebrands, 31 de outubro de 1983.
2. João Paulo II, 1983
“Tratar-se de chegar, mediante uma investigação sem preconceitos, motivada só pela busca da verdade, a uma imagem justa do reformador, de toda a época da Reforma e das pessoas por ela envolvidas.”
Fonte: Carta de João Paulo II ao cardeal Johannes Willebrands, 31 de outubro de 1983.
3. Bento XVI, 2011
“O que constantemente o movia era a questão de Deus, a profunda paixão e força motriz de todo o percurso da sua vida.”
Fonte: Discurso de Bento XVI no encontro com representantes do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha, Erfurt, 23 de setembro de 2011. Tradução do original em inglês.
4. Bento XVI, 2011
“Como recebo a graça de Deus?”
Bento XVI destacou essa pergunta como o centro da busca teológica e da luta interior de Lutero.
Fonte: Discurso de Bento XVI em Erfurt, 23 de setembro de 2011. Tradução do original em inglês.
5. Bento XVI, 2011
“O fato de essa pergunta ter sido a força motriz de todo o seu percurso nunca deixa de me impressionar profundamente.”
Fonte: Discurso de Bento XVI em Erfurt, 23 de setembro de 2011. Tradução do original em inglês.
6. Francisco, 2016
“Penso que as intenções de Martinho Lutero não estavam erradas; ele era um reformador.”
Fonte: Entrevista coletiva do papa Francisco durante o voo da Armênia para Roma, 26 de junho de 2016. Tradução do original em inglês.
7. Francisco, 2016
“A Igreja não era exatamente um modelo a ser imitado. Havia corrupção e mundanismo na Igreja; havia apego ao dinheiro e ao poder. Essa foi a base de seu protesto.”
Fonte: Entrevista coletiva do papa Francisco, 26 de junho de 2016. Tradução do original em inglês.
8. Francisco, 2016
“Hoje, luteranos e católicos, e todos os protestantes, estão de acordo sobre a doutrina da justificação: neste ponto tão importante, ele não estava errado.”
Fonte: Entrevista coletiva do papa Francisco, 26 de junho de 2016. Tradução do original em inglês.
9. Francisco, 2016
“A experiência espiritual de Martinho Lutero nos desafia a recordar que, sem Deus, nada podemos fazer.”
Fonte: Homilia de Francisco na oração ecumênica comum na Catedral Luterana de Lund, Suécia, 31 de outubro de 2016. Tradução do original em inglês.
10. Francisco, 2016
“Com o conceito ‘somente pela graça’, ele nos recorda que Deus toma sempre a iniciativa, antes de qualquer resposta humana, procurando também despertar essa resposta.”
Fonte: Homilia de Francisco em Lund, 31 de outubro de 2016. Tradução do original em inglês.
CONSIDERAÇÃO FINAL
João Paulo II reconheceu a profunda religiosidade de Lutero e pediu uma investigação histórica sem preconceitos. Bento XVI destacou a centralidade da questão de Deus na vida do reformador e reconheceu a força de sua busca pela graça divina. Francisco foi ainda mais explícito ao afirmar que as intenções de Lutero não estavam erradas e ao reconhecer a corrupção e o mundanismo existentes na Igreja de seu tempo.
Essas declarações não significam que os papas tenham adotado toda a teologia reformada. Demonstram, porém, que a figura histórica de Lutero não pode ser reduzida a uma simples caricatura de rebelde ou inimigo da Igreja.
A história merece ser examinada com honestidade, inclusive quando as conclusões desafiam narrativas religiosas consolidadas.
Fontes oficiais para conferência:
* João Paulo II: Carta ao cardeal Johannes Willebrands, 31/10/1983.
* Bento XVI: Discurso em Erfurt, 23/09/2011.
* Francisco: Entrevista coletiva, 26/06/2016.
* Francisco: Homilia em Lund, 31/10/2016.
As referências são documentos oficiais do Vaticano. As passagens identificadas como traduções foram traduzidas do inglês, não transcritas de uma edição portuguesa oficial.
❝Se você é pai ou avô, precisa proteger e defender seus próprios filhos e netos da lavagem cerebral de questões de sexo, gênero e sexualidade. Isso custará você — tempo, energia, talvez até críticas de outras pessoas. Mas nenhum sacrifício é grande demais para preservar a fé e a inocência daqueles que Deus confiou aos seus cuidados.❞
— Mark Driscoll, Aja como homem.
❝O meu pai era um trabalhador muito esforçado, um gesseiro sindicalizado, até que literalmente quebrou a coluna trabalhando para fornecer para nossa família. Este livro é dedicado ao meu pai, que quebrou a coluna para alimentar a família... O sacrifício dele não foi perfeito, mas foi real — e foi suficiente para me mostrar o que significa ser um pai.❞
— Mark Driscoll
"No casamento, o marido é chamado a amar sua esposa como Cristo amou a Igreja, enquanto a esposa é chamada a submeter-se ao marido em amor e respeito, conforme a ordem divina."
— Louis Berkhof, Teologia Sistemática
Desde os primeiros séculos, os cristãos condenavam expressamente o aborto. A Didaquê, um dos mais antigos documentos extra-bíblicos do cristianismo, proíbe a prática em seu capítulo 2.2. E, no capítulo 7.1, determina que os ensinamentos anteriores fossem transmitidos antes do batismo. Portanto, a condenação do aborto integrava o ensino moral transmitido aos candidatos ao batismo.
O repúdio às leis divinas destrói toda moralidade. O aborto é imoral. Rejeitando Deus, os abortistas tentam justificar sua crueldade com os bebês [...], apelando a um consenso social.
— Gordon Clark
“A independência econômica possibilita uma educação não controlada pelo governo; e, na vida adulta, quem pode criticar os atos do governo e desprezar sua ideologia é apenas o homem que de nada precisa nem nada pede dele.”
— C. S. Lewis, Deus no banco dos réus.
"Aqui se faz menção de orações pelos mortos no livro dos Macabeus; e o autor deste livro não é dos [livros] canônicos no cânon hebraico [...]. Mas, quanto ao Novo Testamento, não há nenhuma palavra clara ou explícita sobre isso. Por conseguinte, a doutrina e a prática de orar pelos mortos apoiam-se na autoridade da Igreja, e não em um texto evidente do Novo Testamento."
— Cardeal Caetano, Commentarii in historicos libros Veteris Testamenti (sobre 2 Macabeus 12)
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“Orar por homens particulares falecidos, e orar por sua libertação do purgatório, julgamos ser ilícito, porque não temos nem promessa nem mandamento para fazê-lo.”
— William Perkins, A Reformed Catholic
"O purgatório é uma ficção mortal de Satanás, a qual anula a cruz de Cristo, inflige um desprezo intolerável à misericórdia de Deus e subverte e destrói a nossa fé."
— João Calvino
"As horas da madrugada, quando o mundo dorme, são um convite para o crente buscar a face de Deus em oração e meditação."
— John Owen
“Para a maioria de nós, não é a heresia ou apostasia que fazem nossa fé sair dos eixos, são as preocupações da vida.”
— Kevin DeYoung, Super ocupado
"Post tenebras lux é o brado da Reforma; não apenas da libertação de Roma, mas do reavivamento da verdade nas Escrituras."
— Johann Heinrich Hottinger (teólogo reformado suíço, 1620–1667)
“Talvez vocês pensassem que eu aplicaria esse termo a Lutero, Calvino ou Zwínglio; mas este é o reformador que reformou Lutero; este é o mestre que instruiu Calvino; este é o profeta que inflamou o coração de Zwínglio. Enquanto este Livro existir, o erro estará sempre em perigo de ser derrubado.”
— Charles Spurgeon
“Lutero não pensa em atacar a Igreja, nem em colocar o papa na defensiva. Longe de pensar numa revolução que destruiria o primado de Roma, Lutero espera ter o papa e o catolicismo como aliados contra monges insolentes.”
— D’Aubigné
“Esta única sentença — ‘O justo viverá pela fé’ — produziu a Reforma. Dessa única linha, como da abertura de um dos selos do Apocalipse, saiu todo aquele soar de trombetas do Evangelho e todo aquele cantar de cânticos do Evangelho, que fez no mundo um som semelhante ao ruído de muitas águas.”
— Charles Spurgeon
“Ontem, quatrocentos anos atrás, veio a este mundo perverso o filho de um mineiro, ou refinador de metais, que faria muito para abalar o papado e refinar a igreja.
O nome daquele bebê era Martinho Lutero: um herói e um santo. Bendito foi aquele dia acima de todos os dias do século que ele honrou, pois trouxe uma bênção a todas as gerações seguintes, por meio do ‘monge que abalou o mundo’. Seu espírito corajoso derrubou a tirania do erro que por tanto tempo manteve as nações em servidão.
Toda a história humana desde então foi, em maior ou menor medida, afetada pelo nascimento daquele menino extraordinário.”
— Charles Spurgeon








