
Advogado (UFSC) com foco em Economia (Mises University). [email protected] RT não é endosso. Ironia requer interpretação.
Florianópolis, Brazil
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Flávio pode ganhar a eleição mas não levar o poder. Este é o plano Alcolumbre-Moraes e como ele pode destruir o Brasil.
O maior poder do próximo presidente será o de determinar a maioria do STF. O eleito poderia indicar até 4 nomes, algo que não deve ocorrer novamente nas próximas 2 décadas.
Mas no meio do caminho, Alcolumbre pode ter outra ideia para seu grupo político: tirar esse poder do próximo presidente e garantir uma maioria sua.
E aí temos o elemento que adiciona uma camada a mais na história: Alexandre de Moraes. Alexandre luta pela própria sobrevivência e se engana quem pensa que ele já entregou os pontos.
Todos vimos que o STF hoje está dividido. Pela blindagem de Moraes: Gilmar/Dino/Zanin e o próprio Moraes, 4 votos.
Contra a blindagem: Mendonça/Fux/Fachin/Carmen, também 4 votos.
Adicionando os que se declararam impedidos Kassio e Toffoli, um para cada lado, o empate segue 5 x 5.
Eis que surge a importância da cadeira de Barroso, vaga há 1 ano. Após o segundo turno, Alcolumbre ainda tem 3 meses de presidência para aprovar um nome que desempataria tudo a favor de Moraes e seu grupo político no Supremo.
Vale lembrar: Alcolumbre é o presidente que tem em sua gaveta 70 pedidos de impeachment de Moraes e disse que não abriria processo nem com a assinatura de 81 senadores - ou seja, não abriria nem se ele próprio, Alcolumbre, assinasse. Isso que é lealdade.
O nome mais provável discutido em Brasília pra essa indicação é Bruno Dantas, que já demonstrou lealdade ao renunciar uma vaga vitalícia do TCU para acomodar Rodrigo Pacheco. Um gesto assim não sai de graça e pode render quase 3 décadas de Supremo ao relativamente jovem advogado de 48 anos. Assim, o placar vira 6x5 pró-Moraes (leia-se: anti-Flávio Bolsonaro).
Tudo isso piora quando lembramos que o presidente do STF em 2027 será o próprio Alexandre de Moraes. Quando tentaram impeachmá-lo, ele simplesmente vai distribuir uma ação de um partido de esquerda a um relator de seu grupo político, e terá maioria no Supremo para se blindar.
O plano Alcolumbre-Moraes vai muito além de impeachment de ministros: vale para qualquer medida do governo Flávio. Com maioria no STF, Alexandre de Moraes continua sendo quem fala por último na República.
“Mas e as aposentadorias dos Ministros?”
As próximas aposentadorias são todas do grupo contra Moraes, ou seja, não mudam o placar. É Fux em 2028, Carmen em 2029 e Gilmar somente em dezembro de 2030 (só no fim do mandato).
“Mas não dá tempo de Alcolumbre fazer isso”
Infelizmente, dá. Desde a indicação de Zanin até a toga foram 20 dias. Flávio Dino, apenas 16 dias. Alcolumbre preside este Senado até 31 de janeiro de 2027. Há tempo de sobra.
“Então o que fazer?”
Eis o ponto fraco do plano. Alcolumbre perdeu as principais eleições do Amapá e está em seu momento mais frágil. Ele não tem o que oferecer aos senadores além de proteção pela nova ala majoritária do Supremo. É pouco, mas ele sabe que precisa de pouco.
Flávio Dino teve 47 votos para ser aprovado. Jorge Messias teve 34 e foi rejeitado. Esses 13 votos de diferença é o que Alcolumbre tem influência direta. Ele só precisa de 7, mais os 34 do governo para ter maioria.
Para impedir este plano a única forma é tirar a maioria de Alcolumbre ainda neste mandato.
Onde começar? Pressão nos senadores que já se manifestaram pelo impeachment de Moraes, só aí são 41, de preferência: começar pelos 17 que não foram reeleitos e são mais vulneráveis.
Deixarei abaixo a lista. Envie e-mail / mensagem nas redes deles: NÃO QUEREMOS O PLANO ALCOLUMBRE-MORAES.
Cole e copie este post em texto ou link, e envie. Faça sua parte, compartilhe como se o futuro do Brasil dependesse disso… Porque depende!
Pronto, fiquem tranquilos, não haverá mudança de Flávio na Constituição.
Agora haverá mudança de Lula na Constituição 🤡👍
Pessoal, entendam:
O que importa no 2° turno é REJEIÇÃO.
Por isso, a esquerda usou e abusou de cortes do Renan Santos e cia batendo no Flávio. Aumenta a rejeição do Flávio para a própria direita.
Isso é algo que o Flávio não tinha (alguém reconhecido como esquerda batendo no Lula diariamente).
Urge a necessidade da direita criar um MBL para a esquerda.
“O problema foi o sobrenome Bolsonaro”
Flavio perdeu por 3,6%.
José Serra e Alckmin perderam de 19% e 12% de diferença pro PT mesmo com Mensalão.
Aécio perdeu por 3,2% mesmo no meio do Petrolão e crise econômica da Dilma.
O PT tem método e nunca perdeu estando no governo.
Se alguém quiser ler o que provavelmente aconteceu:
xitter.cf/thegabrielcesar/status…
Opinião impopular (com números):
1- Não houve fraude.
2- A campanha do Flávio foi muito bem.
Classes C, D e E foram diariamente aterrorizadas com:
-fim do bolsa família,
-congelamento de salários e aposentadorias,
-revogação do fim da escala 6x1,
-corte de R$ 200bi de programas sociais,
O brasileiro mais vulnerável quer mais gastos sociais e confia que Lula é o nome para fazer isso. Não adianta Flávio dizer que vai triplicar o Bolsa Família… Numa disputa pra ver quem dá mais benefícios, esse eleitor confia que Lula dará mais mais a ele. Vamos aos números.
Em Carnaubeira da Penha (PE), 83% da população municipal é beneficiária do Bolsa Família. Foi a cidade com maior votação proporcional do Lula, 88,33% no 1° turno e 92,34% no 2°.
Quando a campanha de ameaça de corte de programas sociais convence o eleitor indeciso, isso vira rejeição a Flávio. Ou seja, aquele eleitor está disposto a votar em qualquer um, menos no Flávio. O voto por rejeição também explica o erro das pesquisas, que têm dificuldade de captar esse voto enrustido.
O voto enrustido é justamente parte do voto desses 10 milhões que não votaram no 1° turno em Lula - mas foram convencidos a ter mais medo do Flávio. Essa parcela foi convencida de que Lula seria o “mal menor”. Ela ainda achava Lula ruim o suficiente para ter vergonha de respondê-lo na pesquisa, mas no escurinho da urna votaram 13 contra os “cortes”.
Não vou nem adentrar na teoria da fraude, pois a redução da abstenção total (3M) foi menor que a diferença total da eleição (4.4M). Ou seja, mesmo se 100% dos votos de redução de abstenção tiverem sidos roubados pelo mesário (o que é impossível), isso não mudaria o resultado.
O erro da teoria da fraude é achar que todos os votos adicionais de Lula precisam vir dos 14 milhões que não votaram nem Lula e nem Flávio no 1° turno. Essa premissa é que força a conclusão de que Lula precisaria levar 70% dos votos em disputa. Isso é muito difícil.
O mais provável? Mais votos estavam em disputa do que estes 14M: parte dos votos de Flávio virou, em especial os das classes C, D e E, bombardeadas pela campanha de cortes/congelamentos de programas sociais. Enquanto Flávio falava de proposta, Lula falava do risco do eleitor perder o sustento. Prevaleceu o medo. E é aqui que acho que Flávio foi bem.
Lula ganhou 10 milhões de votos a mais, mas terminou só 4.4 na frente. Como?
Flavio manteve a vantagem de 2.2M no saldo de votos do 1° turno.
E ainda agregou mais 3.4M.
Vocês acham que isso é pouca coisa? Que a campanha de Lula não fariam essa mesma campanha de terrorismo eleitoral contra Tarcísio, Cury, Caiado? É só olhar pro passado: Flavio perdeu por 3,6%. José Serra e Alckmin perderam de 19% e 12% de diferença pro PT mesmo com Mensalão. Aécio perdeu por margem de 3,2% mesmo no meio do Petrolão. Nenhum deles tinha Bolsonaro no sobrenome e isso não os impediu de sofrer o terrorismo eleitoral do PT.
O que fica de lição?
Lula herdará um déficit gigantesco do seu próprio governo, ele contratou a própria crise.
A oposição precisa decidir se cai na armadilha de brigar com o resultado ou se aproveita essa oportunidade para salvar o Brasil. O Lula de 2026 é muito parecido com a Dilma de 2014: assume com vitória apertada, sem maioria no Congresso e com crise contratada. Todos sabemos como terminou aquele governo.
Com uma boa gestão de oposição, temos uma oportunidade de mostrar um caminho diferente ao Brasil: defesa de reformas (PEC não vai à sanção ou veto), impeachment de ministros que cometeram crime de responsabilidade (outra que não passa pelo presidente), um Congresso de fato atuante.
Precisaremos de uma oposição forte e ativa. Dobrar a aposta na teoria da fraude é algo que tem tudo para censurar a oposição com zero ou pouca chance de retorno concreto.
Entendo os indignados, eu trabalhei muito por um resultado diferente... Por isso, digo que precisamos de SABEDORIA para superar as turbulências e aproveitar as oportunidades que virão. Ao trabalho. Haverá muito.
Gabriel Cesar retweeted
Replying to @PlenoNews
Ele fez isso quando achava que lula ia perder. Agora que lula ganhou, não vai mais pedir isso.
A essas horas já está comemorando o resultado.
Opinião impopular (com números):
1- Não houve fraude.
2- A campanha do Flávio foi muito bem.
Classes C, D e E foram diariamente aterrorizadas com:
-fim do bolsa família,
-congelamento de salários e aposentadorias,
-revogação do fim da escala 6x1,
-corte de R$ 200bi de programas sociais,
O brasileiro mais vulnerável quer mais gastos sociais e confia que Lula é o nome para fazer isso. Não adianta Flávio dizer que vai triplicar o Bolsa Família… Numa disputa pra ver quem dá mais benefícios, esse eleitor confia que Lula dará mais mais a ele. Vamos aos números.
Em Carnaubeira da Penha (PE), 83% da população municipal é beneficiária do Bolsa Família. Foi a cidade com maior votação proporcional do Lula, 88,33% no 1° turno e 92,34% no 2°.
Quando a campanha de ameaça de corte de programas sociais convence o eleitor indeciso, isso vira rejeição a Flávio. Ou seja, aquele eleitor está disposto a votar em qualquer um, menos no Flávio. O voto por rejeição também explica o erro das pesquisas, que têm dificuldade de captar esse voto enrustido.
O voto enrustido é justamente parte do voto desses 10 milhões que não votaram no 1° turno em Lula - mas foram convencidos a ter mais medo do Flávio. Essa parcela foi convencida de que Lula seria o “mal menor”. Ela ainda achava Lula ruim o suficiente para ter vergonha de respondê-lo na pesquisa, mas no escurinho da urna votaram 13 contra os “cortes”.
Não vou nem adentrar na teoria da fraude, pois a redução da abstenção total (3M) foi menor que a diferença total da eleição (4.4M). Ou seja, mesmo se 100% dos votos de redução de abstenção tiverem sidos roubados pelo mesário (o que é impossível), isso não mudaria o resultado.
O erro da teoria da fraude é achar que todos os votos adicionais de Lula precisam vir dos 14 milhões que não votaram nem Lula e nem Flávio no 1° turno. Essa premissa é que força a conclusão de que Lula precisaria levar 70% dos votos em disputa. Isso é muito difícil.
O mais provável? Mais votos estavam em disputa do que estes 14M: parte dos votos de Flávio virou, em especial os das classes C, D e E, bombardeadas pela campanha de cortes/congelamentos de programas sociais. Enquanto Flávio falava de proposta, Lula falava do risco do eleitor perder o sustento. Prevaleceu o medo. E é aqui que acho que Flávio foi bem.
Lula ganhou 10 milhões de votos a mais, mas terminou só 4.4 na frente. Como?
Flavio manteve a vantagem de 2.2M no saldo de votos do 1° turno.
E ainda agregou mais 3.4M.
Vocês acham que isso é pouca coisa? Que a campanha de Lula não fariam essa mesma campanha de terrorismo eleitoral contra Tarcísio, Cury, Caiado? É só olhar pro passado: Flavio perdeu por 3,6%. José Serra e Alckmin perderam de 19% e 12% de diferença pro PT mesmo com Mensalão. Aécio perdeu por margem de 3,2% mesmo no meio do Petrolão. Nenhum deles tinha Bolsonaro no sobrenome e isso não os impediu de sofrer o terrorismo eleitoral do PT.
O que fica de lição?
Lula herdará um déficit gigantesco do seu próprio governo, ele contratou a própria crise.
A oposição precisa decidir se cai na armadilha de brigar com o resultado ou se aproveita essa oportunidade para salvar o Brasil. O Lula de 2026 é muito parecido com a Dilma de 2014: assume com vitória apertada, sem maioria no Congresso e com crise contratada. Todos sabemos como terminou aquele governo.
Com uma boa gestão de oposição, temos uma oportunidade de mostrar um caminho diferente ao Brasil: defesa de reformas (PEC não vai à sanção ou veto), impeachment de ministros que cometeram crime de responsabilidade (outra que não passa pelo presidente), um Congresso de fato atuante.
Precisaremos de uma oposição forte e ativa. Dobrar a aposta na teoria da fraude é algo que tem tudo para censurar a oposição com zero ou pouca chance de retorno concreto.
Entendo os indignados, eu trabalhei muito por um resultado diferente... Por isso, digo que precisamos de SABEDORIA para superar as turbulências e aproveitar as oportunidades que virão. Ao trabalho. Haverá muito.
Opinião impopular:
O tumulto da extensão do Zanin foi feita pelo PT para poderem anular o 2° turno caso perdessem.
Não precisaram, e agora a oposição está caindo na armadilha.
A narrativa da fraude vai ser usada para censurar deputados e senadores da oposição.
Alguém percebeu que Lula falou em “mudar a forma de governar”?
Lula também disse ter “um exército maior que o dos Estados Unidos”.
Ele se referia ao grupo do Janones, quem ele chama de “general”.
Não cheira nada bem.
Vamos combinar, o eleitor médio quer mais gastos e dívidas.
A eleição foi Lula e Flávio disputando quem iria gastar mais.
Lula foi quem convenceu melhor isso - colando no Flávio a “acusação” do “corte de R$ 200bi”.
Única parte boa é que Lula herdará sua herança. E é maldita.
Gabriel Cesar retweeted
Flávio deve estar aliviado de não ter que pegar o rombo que o Lula deixou pra 2027 KKKKKKKKKKKK
Eleição mais improvável da República. Lula subiu 10 milhões de votos. Isso exigiria que:
-70% dos votos de Cury, Renan, Caiado e Zema foram para Lula.
-3 milhões de eleitores não votaram no 1° turno, mas no 2° turno 100% deles votaram em Lula.
Incompreensível. NÃO VAMOS desistir do Brasil.
Gabriel Cesar retweeted
In many areas that have completed the count, First-turn Bolsonaro voters either did not come out to vote in the second-turn, or nearly 90% of Cury, Santos, Caiado, and Zema supporters voted for Lula.
Quero que vocês se lembrem deste momento.
Lula e seu advogado no STF incendiaram o Brasil para tentar levar as eleições.
Mas é o Bolsonaro que é ameaça à democracia.
REDE GLOBO FIADORA DO GOLPE
Acabam de falar que “ambas campanhas” pediram ao STF e TSE a prorrogação da votação.
Isso não é verdade.
A campanha de Flávio pediu ao TSE a prorrogação em alguns locais.
Lula pediu para Cristiano Zanin atropelar o TSE via STF no Brasil inteiro!











