Brilhante.
"Primeiro, abstemo-nos violentamente, para marcar uma posição.
Depois pomos muita muita fé em que este parlamento de grumhos deixe passar coisas que nem quando éramos governo nos atrevemos a propor ou aprovar, que leis vindas do PCP ou BE são anátema.
PSers 🤦
Replying to @abelcosta98
Divergimos na estratégia. chumbar já ou tentar alterá-lo na especialidade. Não percebo por que razão consideras preferível uma eventual negociação com o Ch a permitir que o PS tente fazer aprovar as suas propostas.
Djon retweeted
Sabem o que podiam fazer?
Uma manifestação à porta da WebSummit, que é de 9 a 12 de Novembro!
Acreditem, aí sim o Moedas e o Montenegro iam panicar!
Pensem nisso!
A seguradora da Carris escreveu em tribunal que o Elevador da Glória "não poderia ser visto como um meio de transporte altamente confiável" e que o desastre "não poderia ser considerado totalmente imprevisível".
Usou isto para discutir 55 mil euros a uma família.
Ana Paula Lopes morreu no acidente do Elevador da Glória. A família pede uma indemnização. A Fidelidade, seguradora da Carris, contesta os valores alegando que o elevador não era suficientemente fiável e que a vítima, por utilizá-lo diariamente, devia conhecer os riscos. Se não era fiável, porque é que a Carris o mantinha ao serviço?
A seguradora argumenta ainda que o sofrimento antes da morte, por mais intenso que tenha sido, durou menos de um minuto.
Uma mulher morreu, uma família ficou destruída e é com estes argumentos que se discute a indemnização. Que país é este em que vivemos?
(RTP Noticias, Telejornal, 27.10.2026)
O PCP entende que está a haver uma interpretação forçada da lei para limitar o direito de manifestação. O que é preciso é que se cumpra a Constituição, que se garanta a liberdade e o direito de manifestação e que não se encontrem subterfúgios para o limitar ou condicionar.
Esta interpretação restritiva da lei, com o objetivo de limitar a liberdade e o direito de manifestação, direito consagrado na Constituição de 1976, desconsiderando o entendimento que perdurou durante décadas, é inaceitável. Durante estes anos houve inúmeros protestos e ações de luta, com ocupação do espaço público, em alguns casos interruptamente durante vários dias e o entendimento que houve foi bastante distinto, do entendimento que se pretende agora impor à força. Não houve problema com a lei ao longo destes anos, o problema é o Governo PSD/CDS usar todos os pretextos para limitar o direito de manifestação.
O PCP alerta para que a pretexto da alteração da lei se vise uma restrição do direito de manifestação que é inaceitável.
O que tem a maior urgência é a retirada da lei das rendas e dos despejos da responsabilidade do PSD e CDS com o apoio do CH e da IL.
Não se desvie o foco das respostas que são necessárias dar para garantir o que determina a Constituição, o direito de todos a uma habitação condigna e que o Governo não só está a negar como está a agravar as dificuldades no acesso à habitação, para atacar o direito à manifestação e para desviar a atenção das consequências das políticas desastrosas do Governo PSD/CDS e que tem contado com o apoio da IL e do CH. A atual situação exige que o Governo assuma a sua a responsabilidade no aumento da oferta de habitação pública, com um sério investimento público no valor de 1% PIB; que combata a especulação imobiliária, garanta a estabilidade no arrendamento, o controlo e redução do valor das rendas, revogue o balcão dos despejos; que proteja a habitação de quem tem crédito à habitação, pondo os escandalosos lucros da banca a suportar o aumento das taxas de juros e que promova uma lei de solos que salvaguarde as necessidades atuais e no futuro, incluindo na habitação.
👀
Sırbistan'da öğrenciler doğrudan demokrasi yöntemini seçim siyasetine taşıdılar.
Liderlere dayalı, yukarıdan aşağıya bir örgütlenme yerine, herkesin söz alabildiği öğrenci genel kurulları (plenum) oluşturdular. Kararlar tartışılarak, mümkün olduğunca uzlaşmayla alındı.
Bu yöntemi üniversitelerin dışına da taşıdılar. Mahallelerde, kentlerde ve köylerde yurttaş meclisleri (zborovi) kuruldu. İnsanlar kendi sorunlarını tartışmak, çözüm önermek ve birlikte karar almak için toplandı.
250 kişilik milletvekili aday listesini de şöyle oluşturdular:
1- Önce 250 adaylık kontenjanı, öğrenci sayılarına göre altı üniversite kenti arasında paylaştırdılar. Belgrad'ın listeye hâkim olmaması için diğer kentlerin de üst sıralarda temsil edilmesini sağladılar. Ardından her kentin kontenjanını fakülteler arasında dağıttılar.
2- Ülke genelinde 80'den fazla fakültede öğrenci genel kurulları toplandı. Öğrenciler kendileri aday olmadı ama her biri aday önerebildi ve neden o kişiyi önerdiğini açıkladı. İsimler tartışıldı, önce uzlaşma arandı, gerektiğinde oylama yapıldı.
3- Mevcut siyasi kadrolara kapıyı kapattılar. İktidar partilerinin mevcut ve eski üyelerini, iktidar adına görev yapmış siyasetçileri ve bürokratları, muhalefet partilerinin üst düzey yöneticilerini aday göstermediler. Böylece hem iktidardan hem de yerleşik muhalefetten bağımsız bir liste oluşturdular.
4- Fakülteler birbirlerinin adaylarını da denetledi. Önerilen bütün isimler ortak bir listede toplandı ve tüm fakültelerin incelemesine açıldı. İtirazlar öğrenci kurullarında tartışıldı. Adayın elenmesi için kurulların yarısından fazlasının veto etmesi gerekiyordu. Tek bir fakültenin itirazı yeterli değildi.
5- Elenen veya çekilen adayların yerine yedekler getirildi. Böylece profesörlerin, doktorların, bilim insanlarının, işçilerin, sanatçıların ve aktivistlerin yer aldığı 250 kişilik liste ortaya çıktı.
Djon retweeted
💙🤍❤️
"Le chef-d'œuvre le plus abouti du capitalisme contemporain n'est ni l'iPhone, ni la start-up licorne, ni même le milliardaire visionnaire.
Non.
Son produit phare, son bijou anthropologique, sa plus belle réussite, c'est le pauvre de droite. Une véritable prouesse sociale, dépouillé matériellement, mais riche en certitudes contre ses propres intérêts.
On l'a façonné avec soin. On lui a expliqué que ses problèmes venaient toujours d'en bas ou d'à côté, l'immigré, l'assisté, le fonctionnaire, le chômeur, jamais du haut. On lui a appris à hair l'impôt tout en survivant grâce aux services publics. À défendre les héritiers tout en n'ayant rien à transmettre. À applaudir ceux qui l'écrasent, pourvu qu'ils parlent fort et promettent l'ordre.
Le pauvre de droite est une créature fascinante, il vote contre lui-même avec ferveur, persuadé qu'un jour, peut-être, il sera du bon côté de la barrière. Il confond la brutalité avec le courage, l'autoritarisme avec la protection, l'injustice avec le mérite. On lui vend la peur en kit, l'identité en solde, la colère en vrac par abonnement mensuel.
À l'aube de ce monde nouveau, les monstres ne surgissent pas des marges : ils montent des urnes, des plateaux télé, des slogans simplistes. Ils prospèrent sur la misère organisée et la lucidité sabotée. Le capitalisme n'a pas seulement produit de la pauvreté ; il a réussi bien pire : la rendre docile, obéissante, hargneuse, et reconnaissante. Un chef-d'œuvre je vous dis !"
Maximino Fernández
Djon retweeted
Uma fábrica capitalista td automatizada concebe-se, a economia inteira não. Dispensaria capitalistas antes dos trabalhadores. Deixando de lado confusões, eis o q vos dói em Marx: os capitalistas precisam dos trabalhadores, os trabalhadores não precisam para nada dos capitalistas.
Obrigado pela resposta. Vou tentar ser claro, que é o que o assunto pede.
A transformação não é um problema de todas as escolas; é só de Marx. Nas outras, o preço é a teoria: resulta da oferta e da procura, a tecnologia aparece implícita na curva da oferta, as preferências na curva da procura, e não há nenhum “valor” por trás que precise de ser convertido. Marx tem dois sistemas de contas, valores em horas de trabalho no livro I e preços de produção no livro III, e o livro III não os liga: transforma os produtos mas não os inputs. Bortkiewicz mostrou-o em 1907. Pior: Sraffa e Steedman mostraram que os preços de produção se calculam só com a tecnologia e o salário, sem passar pelos valores. Se os valores se podem saltar, não “regulam” nada. É isso a borracha de Samuelson; ele percebeu muito bem.
“Mais-valia é trabalho não pago” só é verdade se se assumir, antes de medir, que apenas o trabalho cria valor. Uma fábrica sem trabalhadores produz coisas que as pessoas pagam; para Marx, cria valor zero. O lucro dela teria de vir de mais-valia criada noutro sítio. Esta é a previsão do livro III, e é testável: quanto mais máquinas, menor a taxa de lucro. Foi escrita em 1867. Passaram 160 anos de mecanização e a taxa de lucro não tendeu para zero; a parte do capital no rendimento até subiu desde 1980. Uma lei com “contra-tendências” que explicam todos os desvios não é uma lei, é uma desculpa.
“A exploração aumenta com a produtividade” leva a isto: um operário português de 2026, dez vezes mais rico do que o seu bisavô, está mais explorado do que ele. Uma definição em que o trabalhador enriquece e fica “mais explorado” não descreve exploração; descreve produtividade.
Concordo que não há inevitabilidades. Mas um programa político que “assenta na teoria que explicou a exploração” assenta numa teoria cuja premissa é falsa, e o que sobra, sem a teoria, não é uma moral: é um programa que, onde foi aplicado, confiscou, racionou, empobreceu, prendeu, e matou, sempre em nome de quem dizia libertar. Pode defender-se na mesma; só não se pode chamar-lhe ciência -- nem bondade.
O meu livro sai a 10 de novembro e discute o que fazer, não quem explora quem. A oferta ao Comité Central mantém-se.
Djon retweeted
Replying to @seufert
O problema é que a avaliar pelos tweets do Pedro ele não faz uma boa gestão do prompt, porque os textos dele são intragaveis de tanto cliché ai que contém. Mas aguardemos pelo livro.
Djon retweeted
Most of the excuses people make for letting chatbots "write" for them are just admissions of a glaring personality defect.
"But I HATE writing!"
Okay, that's a character flaw, and you should change that about yourself.
"I know what I want to say, I just don't know how to say it."
That's a character flaw and you should change that about yourself.
"I get an idea I want to express, but when I sit down to write I get overwhelmed with frustration and restlessness."
Yeah, that's a character flaw and you should change that about yourself.
Writing isn't just some skill you can have like juggling or surfing. Writing is thinking. Writing is the practice of sorting through the flotsam and jetsam of your own consciousness and transforming your thoughts and feelings into coherent, logical expression. Engaging in this practice makes you a more mature and cognitively lucid person than you otherwise would be.
It's not always easy to delve into your depths and form articulate word-sculptures out of the jumbled messes you'll encounter there. It can be frustrating. It can be confrontational. It can force you to challenge your pre-conceived notions and interrogate your own belief systems in ways you find uncomfortable. Sometimes you feel like you want to jump up and start running as fast as you can to escape the intimidating stare of the blank page in front of you.
Learning to work past these escapist impulses and drill down into the meat of your own vulnerable expression is what personal growth looks like. You learn to be courageous. You learn that the emotional surges which feel like they're trying to whip you out of your desk chair are only feelings, and that you are large enough to safely embody them. You learn to calm your inner waters so that you can stare at the blank page until something inspired bubbles up from deep within you.
I never really know what I want to say when I sit down to write an essay. I'll begin with an opinion, a feeling, maybe a snappy line or two if I'm lucky, but everything after that point arises from a process of patient and methodical internal excavation.
I need to get very clear, sentence by sentence, about what I know and how I know it. Every step of the way I'm asking myself "Okay, what's the next thing that needs to be said? Is that true? How do I know it's true? Is that morally correct? How do I know it's morally correct? How can I defend that position?" I often need to do research and gather sources to support my claims, depending on whether I'm writing about things out there in the world or things inside myself I can discuss from personal experience.
Line by line I'm becoming clearer and clearer about the subject I'm writing on, and I get to take that clarity with me for the rest of my life. At the end of every essay, I am a deeper and more edified person than I was when I began.
None of that would have happened if I just told a chatbot to generate some text for me. I would end exactly where I began: with the basic nub of an opinion, plus a midwit validation machine telling me I'm correct and awesome for having that opinion.
It doesn't make me grow. It doesn't make me mature. It doesn't make me deepen my understanding of the subject at hand. It leaves me completely unchanged as a person.
No actual, meaningful improvements will have been made to me. The only benefit it provides is the ability to avoid feeling uncomfortable feelings and freeing up some time that I can then spend watching TV or scrolling TikTok.
Today I saw a large Twitter account say, "As soon as AI is good enough to write blog posts in my voice as good as I would have written them, i intend to use AI to do so. I know what I want to say, and I could say so much more if I didn't need to manual labor the words out one by one."
I hate this. I hate what we're becoming as a society. I hate how AI is making us so dumb so quickly that the simple act of writing is already being described as "manual laboring the words out one by one," like it's some superhuman feat of exertion that nobody should be expected to be capable of.
The most dangerous consequences of AI are the mass surveillance systems and war machinery that our rulers are building these new technologies into, as well as the environmental impact of all the new data centers required for their operation. But individual use of generative AI is also having highly destructive effects on human consciousness, the most widespread and consequential of which is surely the disappearance of our ability to write.
P.S. Fuck ChatGPT for ruining em dashes for everyone. I loved those little guys.
Djon retweeted
Israel’s New – and Terrifying – Security Doctrine
by Trita Parsi | Oct 13, 2026 | News | 0 comments
Reprinted with permission from Trita Parsi’s Substack.
If you read one thing today, make sure it is this:
In a stunning piece published by the head of one of Israel’s most prominent think tanks, Maj. Gen. Tamir Hayman describes the reality of Israel’s new security doctrine:
A few crucial principles he describes:
1. The United States is a “declining power” and, given its ongoing social and political shifts, will soon abandon Israel in any event. This is compelling Israel to move toward greater self-reliance in order to avoid “excessive dependence” on the US since it “exposes Israel to the influence of a progressive American value system that is incompatible with Israel’s Jewish character.”
Then he concludes: “Severing ties with the United States is therefore not only inevitable, but essential to Israel’s independence and the resilience of its Jewish national identity.”
2. Primacy of Jewish Identity over Democracy: The state’s Jewish identity takes precedence over its democratic system of government.
3. Peace as a Means Rather Than an End: “A meaningful peace agreement is unattainable in the Middle East, as peace agreements are merely technical and temporary arrangements requiring constant reassessment. According to this view, peace is not an intrinsic value that generates security, but a means of achieving other policy objectives.”
4. “Rejection of the Independent Existence of Arab States: The underlying premise is that most Arab states are not genuine nation-states, but collections of tribes and ethnic groups lacking a shared history and a foundational national vision. Consequently, undermining their stability is viewed as a natural process, one that Israel can manage more effectively than it can contend with strong nation-states, and one that it should even encourage.”
5. “War as a Foundational State: War is essential to national security and cannot be replaced by a state of peace, which, as noted, is merely a means rather than an end…. War is necessary, and preventive war is preferable because it secures a significant achievement at the outset.”
6. “Absolute Priority for Initiative and Offense over Defense: Preemptive, surprise strikes are viewed as the only way to achieve victory, giving offense precedence over defense.”
And there’s more.
Important to note that Hayman does not advocate for this. Rather, he contends that this already is the new security doctrine of Israel.
He is describing reality as he sees it. And that reality simply is not compatible with a US or Western alliance with Israel – unless the West transforms into a similar entity that treats war as a permanent and desirable state of being.
Read the full piece here:
inss.org.il/publication/new-…
Trita Parsi is the Executive VP of the Quincy Institute for Responsible Statecraft and an award-winning author. Washingtonian Magazine has named him one of the 25 most influential voices on foreign policy. Noam Chomsky calls him “one of the most distinguished scholars on Iran”
Visit Trita Parsi’s Substack and subscribe.
Ler coisas assim lembra-me expressão muito querida do meu querido paizinho, infelizmente caída em desuso: "verbo de encher"
É o que se me ocorre ao ler viúvas de PPC: são verbos de encher, inerentemente medíocres e portanto cultores da mediocridade que PPC tão bem representa.
Pedro Passos Coelho a entrevista recente na SIC noticias
A entrevista de Pedro Passos Coelho à SIC Notícias voltou a evidenciar a distância abissal que o separa da atual classe política. Longe dos holofotes do Palácio de Belém até porque o seu perfil é declaradamente o de um executivo assumido por ele, de ação e não o de um arbitro institucional, Passos disse com a clareza dos factos aquilo que o país insiste em fingir que não vê: existe uma maioria parlamentar de direita ( AD, Chega e IL ) e o PSD tinha a obrigação elementar de ter explorado entendimentos transparentes em vez de se arrastar num taticismo estéril.
A memória coletiva em Portugal é tragicamente fraca. Esquece-se com facilidade quem pegou num país falido após a bancarrota de José Sócrates, fez o trabalho pesado e ganhou as eleições seguintes. O que se seguiu foi o grande truque de ilusão da política portuguesa: António Costa, num ato legal e democraticamente válido, aliou se à extrema esquerda comunista e bloquista para chegar ao poder. Moralmente, o país assistiu a um escárnio: governou-se com o apoio cego do PCP e do Bloco de Esquerda os mesmos que hoje o eleitorado quase varreu do parlamento, usando a margem financeira e os frutos do sacrifício que Passos Coelho tinha preparado para devolver aos portugueses.
Entrou em cena a "dupla metralha" Costa e Mário Centeno o verdadeiro coveiro dos serviços públicos. O grande trunfo de Centeno foi a ilusão contabilística das cativações: orçamentar no papel o que nunca se executou na realidade. O resultado está à vista na degradação da saúde, da habitação e da educação. Porque orçamentar e efetivar são coisas radicalmente diferentes, e a fatura dessa demagogia paga-se hoje com dores reais no quotidiano dos cidadãos.
Enquanto isso, assiste-se a uma leviandade inacreditável por parte da bolha mediática e dos comentadores de serviço. Chama-se "fascista" e "nazi" a tudo o que se mexe à direita com uma banalização tão grotesca que essas palavras perderam todo o seu significado histórico. Ver um país da Europa ocidental ser governado na última década com o suporte direto de comunistas e, ao mesmo tempo, assistir à histeria coletiva quando se fala em negociar com a direita soberanista é uma contradição digna de uma tragédia grega.
Que medo tem Luís Montenegro de negociar claramente com a maioria expressiva do eleitorado? Pedro Passos Coelho expôs a armadilha em que o PSD se deixou cair e relembrou o essencial: os países não se mudam com gestão de mercearia nem a distribuir migalhas orçamentais à semana. Mudam-se com coragem, liderança e capacidade de reforma qualidades em que Passos Coelho continua a estar, de longe, a anos-luz de toda a concorrência.
Os iluminados colunistas, os comentadores de bancada e os próprios políticos precisam de acordar para a realidade: não são atores, não são realeza nem estão ali por direito divino. Estão ali porque o povo português votou, confiou e neles depositou a sua expetativa. O medo tático e o cálculo eleitoralista não se podem sobrepor à vontade popular. Chega de nos tratarem como se estivéssemos a fazer-lhes um favor, enquanto eles se comportam como os iluminados do regime e tratam o eleitorado como se fosse ignorante. A democracia pertence a quem vota, não à corte que se julga dona do país.

















