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cara não aguento com esse vídeo kkkkkkkkkk do nada ela encenando que se espanta com palavrão sendo que dessa boca sai 100 por minuto
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A pessoa que votou no Haddad no primeiro turno de 2018 não vai pra direita nem sob ameaça de tortura
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"O ex-presidente agradeceu e confessou que estava com muita vontade de comer um pãozinho, mas tinha vergonha de pedir."
mds ele é realmente desse jeito 😭
Já que uma publicação sobre o livro Banho de Sol: os 580 dias de Lula na prisão provocou o bloqueio da minha conta aqui no X, resolvi compartilhar ainda mais histórias dessa obra!
E encontrei passagens extraordinárias.
Começo pela nota da editora WMF Martins Fontes, que achei fantástica!
A editora decidiu adiar o lançamento até depois das eleições presidenciais de 2026 para impedir que a obra fosse transformada em instrumento de campanha.
Na nota, explica que o relato oferece uma perspectiva inédita de um momento decisivo da história brasileira.
E encerra sua reflexão destacando que aqueles 580 dias evidenciaram, mais do que qualquer outro episódio, a grandeza e a dignidade do homem.
Que reconhecimento!
O livro também traz um prefácio do jornalista Juca Kfouri, que conta uma história muito bonita.
Juca conhece Lula desde as greves de 1979, quando foi escalado pelo jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, para acompanhar o movimento dos trabalhadores.
Em 4 de abril de 2019, foi visitar Lula na prisão, apenas 33 dias depois da morte de Arthur, netinho de sete anos do ex-presidente.
Juca explica que não foi uma visita profissional. Foi um gesto de solidariedade, de um avô para outro, diante de uma dor que ambos compreendiam.
Ele se comprometeu a não publicar nada sobre aquele encontro.
Foi nessa visita que conheceu Jorge Chastalo Filho, o policial responsável pela custódia de Lula.
No prefácio, Juca descreve o agente com bom humor, conta que os dois tiveram uma simpatia imediata e brinca que aconteceu um verdadeiro “match”.
Posteriormente, ao descobrir que Chastalo mantinha um diário daqueles acontecimentos, Juca ajudou a aproximá-lo da editora.
Assim, registros feitos durante 580 dias se transformaram em um documento importante da nossa história.
E o conteúdo revela situações que vão muito além da política.
Em 20 de abril de 2018, Chastalo providenciou um pão francês com mortadela para Lula.
O ex-presidente agradeceu e confessou que estava com muita vontade de comer um pãozinho, mas tinha vergonha de pedir.
Imaginem alguém que governou o Brasil por oito anos sentir constrangimento até para pedir um pão com mortadela!
Durante uma conversa no banho de sol, Lula falou sobre a privação da liberdade e a falta que sentia de caminhar, encontrar amigos e realizar atividades simples do cotidiano.
E mesmo naquela situação, sua consciência social continuava presente.
Lula reconheceu ao policial que aproximadamente 80% da população brasileira não tinha acesso às mesmas condições de custódia que ele recebia.
Parem para pensar nisso.
Mesmo preso, sofrendo com o isolamento e enfrentando decisões judiciais que considerava injustas, Lula demonstrava consciência sobre a realidade de outros brasileiros encarcerados.
Ele sabia que a condição de ex-presidente lhe assegurava um tratamento diferente daquele enfrentado pela maioria das pessoas presas no país.
Para mim, isso revela uma característica fundamental: a capacidade de reconhecer o sofrimento dos outros mesmo quando estamos atravessando o nosso próprio sofrimento.
O livro também mostra a dimensão humana de Jorge Chastalo, um policial que precisava cumprir ordens e garantir a segurança de Lula, mas registrou com sensibilidade as pequenas situações daquele convívio.
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Dominique Scharf 🔥 #Tremembé











































