Um Orçamento de cortes que vai cobrar mais 2.864 milhões em impostos do que este ano. Curiosa austeridade.
Habitação e Saúde caem no papel porque acabou o PRR, dinheiro de Bruxelas. Sem o PRR, a Saúde sobe 2,9% e a despesa com pessoal no setor sobe 5,2%.
Salários desvalorizados? O acordo dá 2,3% ou pelo menos 60,52 euros, com a inflação prevista em 2,3%. Para quem ganha menos, o aumento é maior.
Propinas? Voltam a acompanhar a inflação a partir de 2027/28, depois de congeladas desde 2020.
E a borla ao grande capital é o IRC passar de 19% para 18%. Para o PCP, o Estado tirar menos é dar. O dinheiro já era de quem o ganhou.
O Estado vai cobrar 70,7 mil milhões em impostos. Austeridade há, mas é no bolso de quem paga.
postal.pt/economia/impostos-…
noticiasaominuto.com/pais/30…
rtp.pt/noticias/economia/gov…
Gestão danosa? Alguns destes terrenos estão abandonados há décadas, diz a própria Câmara. Décadas de solo municipal e nem uma casa lá dentro. Isso sim é gestão danosa.
Hasta pública é concorrência aberta. Quem quiser licita, e a Câmara recebe no mínimo 59,2 milhões. Chamar a isso crime é acusar sem prova.
Especulação é o nome que o PCP dá a alguém comprar terreno para construir. Num país onde faltam casas, o problema nunca foi haver quem queira construir. Foi o solo ficar preso em quem não constrói.
Cerca de 500 casas, diz o PCP. No papel ficam sempre bonitas. Estes terrenos que o digam.
Mais políticas públicas? É exatamente o que temos há quase 80 anos.
Rendas congeladas em Lisboa e no Porto desde 1948 e em todo o país desde 1974. Os senhorios deixaram de investir e os centros das cidades degradaram-se durante décadas.
Depois veio o IVA a 23% para construir, os licenciamentos que se arrastam nas câmaras e, em 2023, até o arrendamento forçado de casas devolutas. Política pública não faltou. Faltaram casas.
Pedir mais Estado para resolver o que o Estado estragou é pedir mais do mesmo veneno com outro rótulo.
A habitação não se resolve no Orçamento. Resolve-se deixando construir, deixando arrendar sem medo e respeitando a propriedade de quem tem uma casa. O resto é o mesmo filme que nos trouxe até aqui.
Com casa, sem casa, filhos, pais e avós: milhares em protesto "por mais políticas públicas" juntam-se em frente à Assembleia da República expresso.pt/sociedade/2026-1…
O Lula diz que se entregou à PF para provar a inocência. A CNN Portugal publica e segue em frente.
Faltou um detalhe. O Lula nunca foi absolvido. As condenações foram anuladas em 2021 porque o tribunal de Curitiba não era o competente e o juiz foi declarado parcial. Inocência provada em tribunal, zero.
Quem não deve não teme, diz ele. Dito por quem se livrou do processo pela forma e não pelo mérito.
E a CNN escreve na própria voz extrema-direita e apoio de Trump à extrema-direita, como se fosse facto. Ainda junta corrupção às suspeitas contra o Flávio, quando a CNN Brasil fala em branqueamento e evasão de divisas. Opinião vestida de notícia, ponto 1 do Código Deontológico. Queixa à ERC? Nos estatutos nem há coima para falta de rigor, e quem a paga és tu.
Nada disto absolve o Flávio. Fugiu com ordem para entregar o passaporte, que responda por isso.
Mas o problema do Brasil não é quem ganha. É um Estado onde o mesmo tribunal abre inquéritos, julga e decide o que se pode dizer, e onde o presidente nomeia para lá o seu advogado e o seu ministro da Justiça. Hoje serve a um, amanhã serve ao outro. Poder assim nunca devia existir.
Lula condena fuga "vergonhosa" de Flávio: "A família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria, a primeira é lamber as botas dos EUA" cnnportugal.iol.pt/brasil-20…
A CNN Portugal pôs a cara do Musk na foto e o Sanders no título.
O Musk deu centenas de milhões. O Sanders transferiu 1 milhão de um fundo de campanha. Comparação equilibrada.
Os democratas aparecem com entusiasmo, os republicanos com megadoadores. O mesmo texto admite mais de 100 milhões ligados a Soros e 80 milhões de Bloomberg. Esses ficaram sem foto.
E ainda converteram um bilião de dólares em 893 milhões de euros. Falharam só por mil vezes.
Mas o essencial é outra coisa. O dinheiro do Musk é dele e ninguém é obrigado a votar em quem ele apoia.
Em Portugal os contribuintes pagam aos partidos quase 4 euros por cada voto que tiveram, todos os anos, mais até 10,7 milhões por cada campanha legislativa. Pagas até ao partido que detestas. E as empresas estão proibidas de doar. Só o Estado pode financiar a política, com o dinheiro que te tira à força.
O escândalo nunca foi o dinheiro privado na política. É o dinheiro público cobrado sob coerção.
De Elon Musk a Bernie Sanders, de onde vem o dinheiro numas eleições com gastos recorde? cnnportugal.iol.pt/eua-2026/…
Coerção é isto. A Maria Loureiro vive do gado e precisa dos lameiros para o pasto. Recebeu uma carta, e uma empresa abriu três plataformas de sondagem nos terrenos dela.
Não foi o mercado. Foi o Governo, que assinou uma servidão administrativa e obrigou os donos a deixar entrar a Savannah em 228 hectares. A lei só permite isto quando o dono não dá consentimento.
Quem defende o mercado livre devia ser o primeiro a defender a propriedade privada. Um negócio a sério compra ou arrenda o terreno. Não pede ao Estado que o tire ao dono.
“São teimosos, nós também somos”: Covas do Barroso volta a bloquear a Savannah publico.pt/2026/10/27/azul/n…
A Lusa é 100% do Estado desde 2025. Paga pelos contribuintes, distribui notícias a quase todas as redações do país.
Nesta notícia escreveu que o CO2 chegou a 426,8 partes por mil milhões. São partes por milhão, um erro de mil vezes no número principal. E escreveu que o óxido nitroso está 126% acima do nível de 1750, quando está em 126% desse nível, ou seja cerca de 26% acima.
A CNN copiou tal e qual. É assim que funciona uma agência única do Estado:
um erro na fonte vira verdade em todo o lado.
O recorde de gases é real. Mas quem é pago por todos devia pelo menos acertar nas unidades.
Gases com efeito de estufa atingiram novo recorde em 2025 lusa.pt/article/48015107
Foco, então. Vamos às exigências.
Travar os fundos? Em 2025 as famílias compraram 87,5% das casas vendidas. Empresas, fundos e Estado, todos juntos, ficaram com 12,5%.
Mais habitação pública? Em 2026 o Estado investiu 2.905 milhões em habitação, e os preços subiram mais de 20% em quase metade dos concelhos.
Recuperar devolutos? Comecem pelo próprio Estado. A Câmara de Lisboa tinha 10 terrenos abandonados há décadas, e a Segurança Social tem 958 imóveis devolutos.
Tetos às rendas? Em São Francisco, os senhorios tiraram 15% das casas do arrendamento e as rendas subiram 5,1%.
Seis exigências, e nenhuma pede que se deixe construir mais depressa e mais barato. É precisamente o que falta.
Um orçamento que destrói a administração pública?
Em junho de 2026 o Estado empregava 768.378 pessoas, o número mais alto desde que há registo, em 2011. Mais 7.390 do que um ano antes. A remuneração base média subiu 5,6% num ano, para cerca de 1.967 euros.
Enquanto isso, o salário mínimo do privado é de 920 euros, e quem lá trabalha paga estes aumentos com os seus impostos.
Recorde de efetivos e salários a subir acima da inflação. Se isto é destruição, o resto do país gostava de ser destruído assim.
eco.sapo.pt/2026/08/14/estad…
A Frente Comum anunciou uma greve na Função Pública para o próximo dia 20 de novembro, numa altura em que estão a ser negociados os aumentos salariais no setor para 2027.
cnnportugal.iol.pt/funcao-pu…
#Greve #FunçãoPública
O teu próprio vídeo responde. Os vistos gold para imobiliário acabaram em 2023, com o Mais Habitação. Mesmo assim, no teu gráfico Portugal passa de 189 em 2022 para 246 em 2025. Sem vistos gold, os preços subiram ainda mais depressa.
E a Alemanha, no mesmo gráfico, subiu 82% desde 2010 sem vistos gold e sem Lei Cristas.
Já agora, o regime fiscal de que falas não é de 2010 nem para não residentes. O regime do residente não habitual foi criado em 2009 pelo governo de Sócrates, e é para quem passa a residir cá.
Se o problema fossem os estrangeiros, os preços tinham parado em 2023. Não pararam porque se constrói pouco.
Taxa máxima de 2,5% nos certificados de aforro. Parece bom até fazeres as contas.
O Estado tira 28% de IRS sobre os juros e ficas com 1,8%. A inflação em setembro estava nos 3,6%. Perdes cerca de 1,8% por ano em poder de compra, e o Estado ainda cobra imposto sobre essa perda.
E o teto quem o põe é o Estado, que é também quem te pede o dinheiro emprestado. Como admite a própria SIC, aos grandes investidores paga mais do que aos pequenos aforradores.
Os portugueses têm mais de 45 mil milhões em certificados. É o empréstimo mais barato que o Estado consegue, e quem o paga é o aforrador.
Certificados de aforro mantêm taxa máxima em novembro sicnoticias.pt/programas/eco…
Terreno público é instrumento decisivo para casas acessíveis? Estes 10 terrenos são públicos há décadas. Segundo a própria Câmara, estavam sem uso, abandonados e sem destino. Quantas casas acessíveis deram nesse tempo? Zero.
Agora vão a hasta pública por um mínimo de 59 milhões, e quem comprar vai construir. Casas que não existiam passam a existir. A especulação não vem de haver mais casas, vem de haver poucas.
Um terreno do Estado vazio durante décadas não é política de habitação. É um terreno vazio.
observador.pt/2026/07/01/cam…
Mandou bater? Mostra a ordem. O diretor nacional da PSP assumiu ele próprio a responsabilidade pela intervenção, e a IGAI está a investigar. Se houve ordem política, que apareça. Até lá, é uma acusação sem prova feita no Parlamento.
E já que falamos de responsabilidades na habitação. Entre 2015 e 2019 o Bloco apoiou o governo do PS. Nesses anos construíram-se as casas mais baixas da série. 7.148 em 2015, 7.909 em 2016, 12.954 em 2019. Em 2002 tinham sido 125.708.
A crise não começou há dois anos. O Bloco esteve lá quando se construía menos do que nunca.
pordata.pt/Portugal/Fogos+co…
Não aumenta um único imposto. Só a receita.
Segundo o próprio Orçamento, os impostos vão render mais 2.864 milhões em 2027. O IVA sobe 5,3%, o ISP 5,2% e o tabaco 8,1%. As contribuições extraordinárias disparam quase 40%, de 547 para 765 milhões.
E em 2025, com o mesmo Governo que prometeu baixar a carga fiscal, ela subiu de 35% para 35,3% do PIB.
Não mexer nas taxas e deixar a inflação e o crescimento fazer o trabalho é a forma mais elegante de cobrar mais sem ter de o dizer.
postal.pt/economia/impostos-…
O primeiro-ministro garante que o Orçamento para 2027 não aumenta impostos, prevê subidas de salários e pensões e aponta para uma redução da dívida pública. cnnportugal.iol.pt/videos/na…
RaZeR|oNe 🗽 retweeted
O Cristiano Ronaldo da despesa pública, à custa de taxar aumentos salariais como bens de luxo.
A SIC escreve que Flávio Bolsonaro terá saído num jato rumo aos Estados Unidos.
No mesmo artigo, a própria SIC foi ver ao FlightRadar e conta que o Gulfstream chegou a Puerto Iguazú às 23h45 e lá continua estacionado. A Casa Rosada nega que ele tenha entrado na Argentina, e a migração argentina diz não ter nenhum plano de voo com a família Bolsonaro.
A única fonte da fuga é um site argentino. O condicional serve para isto, publicar primeiro e verificar depois.
Onde está o Flávio não sei, e a SIC também não sabe. Mas já tem a manchete.
Flávio Bolsonaro terá saído do Brasil num jato privado rumo aos Estados Unidos sicnoticias.pt/mundo/2026-10…
Título do Público: os super-ricos ganharam em média 1,8 mil milhões em 2025.
No relatório da Oxfam, os 1,8 mil milhões de dólares são o ganho médio de cada uma das 217 empresas do índice que a Oxfam criou. Não é o que ganhou cada super-rico.
E quem são os maiores acionistas dessas empresas? Segundo a própria Oxfam, as seis maiores gestoras de fundos, como a BlackRock e a Vanguard, com cerca de 92% do investimento. Fundos onde estão as poupanças e as reformas de milhões de pessoas comuns.
O ponto 1 do Código Deontológico manda relatar os factos com rigor e exatidão. Confundir o lucro de uma empresa com o ganho de uma pessoa cumpre?
oi-files-d8-prod.s3.eu-west-…
Retiram “duplo dividendo” ao investir em empresas de combustíveis fósseis e no mercado de recuperação de catástrofes. Empresas de índice da Oxfam distribuíram mil milhões de dólares em dividendos. publico.pt/2026/10/27/azul/n…
Menos de 4% dos beneficiários do RSI são estrangeiros. A conta bate certo, 6.500 em 190 mil. Mas ficaram perguntas no caminho.
Quantos dos beneficiários portugueses se naturalizaram nos últimos anos? O dado mede nacionalidade, não origem.
E as outras prestações não contributivas? O RSI é só uma.
Quanto tempo fica cada beneficiário no RSI, português ou estrangeiro?
Os números vêm todos do próprio Governo. Publiquem os dados completos e deixem cada um tirar as conclusões.
Transparência não devia depender de perguntas no Parlamento.
Cidadãos estrangeiros representam menos de 4% dos beneficiários do RSI sicnoticias.pt/especiais/orc…
O Governo está agradado com a separação da refinaria. Nas palavras da ministra, permite focar as atenções da parte do Estado na refinaria.
O mesmo Estado que tem 8,24% da Galp e recebeu cerca de 40 milhões em dividendos, cobra ISP em cada litro e mais uma contribuição extraordinária sobre a energia.
Acionista, cobrador e agora estratega de uma empresa privada.
Quando o negócio dá lucro, o Estado cobra.
Quando dá prejuízo, como em 2020, quem perdeu foram os acionistas.
E chamam a isto controlo nacional.
Governo agradado com intenção da Galp de separar refinaria dos postos de gasolina publico.pt/2026/10/26/econom…
Pedem mais dinheiro para a habitação em vez de cortes. Vamos aos números.
Em 2026 o Estado investiu 2.905 milhões em habitação, a maior parte com dinheiro do PRR. No mesmo ano, os preços das casas subiram mais de 20% em quase metade dos concelhos.
Se dinheiro público baixasse preços, 2026 tinha sido o ano das casas baratas. O problema não é o cheque, é o que se pode construir, onde e quanto demora a licença.
E uma assembleia pela habitação a pedir greve à função pública mostra bem que a agenda já não é só a casa.
Os participantes da assembleia popular deixaram ainda um apelo à Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública para que participe numa greve ibérica em Novembro. publico.pt/2026/10/26/socied…























