Gurren Lagann é um anime que eu já assisti umas 20 vezes nos ultimos 10 anos e eu chorei as 20. E eu provavelmente choraria se assistisse de novo. Vai tomar no cu, que anime bom.
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A "novela" Lara Resende e o sono leve do mercado: bastou uma tese sobre juros e fiscal para gerar dias de pânico e desmentidos da Fazenda. No Brasil, um artigo acadêmico faz mais barulho do que muito decreto assinado.
Quão progressista vc é? ⬛🟥🟧🟨🟩🟦
⬛ Pró aborto
🟥 Pró divórcio
🟩Anti pena de morte
🟩 Direitos LGBTQ
DEI
🟦Reforma prisional
🟦Reforma policial
🟦Controle de aluguéis
🟦 Salário mínimo
🟨Energia verde
🟦Impostos progressivos
🟧Proteção ambiental
🟩Descriminalização drogas
Canetada do camarado rodrogas
Replying to @starless_king
É interessante perceber algumas coisas:
1) É interessante o constante uso de Marx do conceito de "vida". É um conceito biológico que ele usa de forma bem metafísica até. A vida é nada.
Vida (Leben) é movimento de produção e reprodução de qualquer coisa. E o que a vida faz é uma atividade de vida ou atividade vital (Lebenstätigkeit).
Daí que Marx não é reducionista porque ele vai dizer que o humano tem várias vidas:
1) Vida material → produção é reprodução de coisas básicas para viver como comida, bebida, casa, etc.; a vida base das outras
2) Vida artística → produção e reprodução dos modos de apreciar o mundo esteticamente
3) Vida cultural → produção e reprodução dos hábitos e tradições
Etc.
As forças produtivas estão relacionadas a capacidade de expandir essas vidas. Mas nenhuma vida existe sem a material (porque senão a gente morre)
2) O Mandel comete um pouco desse ao pensar forças produtivas apenas em relação a técnica do trabalho. Porém, as forças produtivas se refere a capacidade de produzir QUALQUER um dessas vidas. A questão é que as relações de produção atual estão degenerando não só a vida material, mas as outras.
Daí vem uma tese do Trotsky que é: as forças produtivas estão estagnadas. Mesmo o capitalismo conseguindo aumentar a produção (aumentar capacidade técnica), isso não expande nada nas outras vidas. Está havendo só uma degeneração da essência humana, um esvaziamento.
Eric Serra retweeted
É interessante perceber algumas coisas:
1) É interessante o constante uso de Marx do conceito de "vida". É um conceito biológico que ele usa de forma bem metafísica até. A vida é nada.
Vida (Leben) é movimento de produção e reprodução de qualquer coisa. E o que a vida faz é uma atividade de vida ou atividade vital (Lebenstätigkeit).
Daí que Marx não é reducionista porque ele vai dizer que o humano tem várias vidas:
1) Vida material → produção é reprodução de coisas básicas para viver como comida, bebida, casa, etc.; a vida base das outras
2) Vida artística → produção e reprodução dos modos de apreciar o mundo esteticamente
3) Vida cultural → produção e reprodução dos hábitos e tradições
Etc.
As forças produtivas estão relacionadas a capacidade de expandir essas vidas. Mas nenhuma vida existe sem a material (porque senão a gente morre)
2) O Mandel comete um pouco desse ao pensar forças produtivas apenas em relação a técnica do trabalho. Porém, as forças produtivas se refere a capacidade de produzir QUALQUER um dessas vidas. A questão é que as relações de produção atual estão degenerando não só a vida material, mas as outras.
Daí vem uma tese do Trotsky que é: as forças produtivas estão estagnadas. Mesmo o capitalismo conseguindo aumentar a produção (aumentar capacidade técnica), isso não expande nada nas outras vidas. Está havendo só uma degeneração da essência humana, um esvaziamento.
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E aqui há debate real entre intérpretes: quem tem prioridade, as forças ou as relações?
G. A. Cohen (1978) defendeu o primado das forças produtivas.
Outros marxistas dizem que são as relações que comandam. O texto de 1859 é curto e permite as duas leituras.
Eric Serra retweeted
Dois cuidados importantes.
Primeiro: isso não é determinismo tecnológico. Forças produtivas incluem pessoas e saber, e Marx nunca disse que uma máquina nova muda a sociedade sozinha.
Segundo: Marx dá peso enorme à luta de classes. É nela que essa contradição é travada na prática.
Eric Serra retweeted
Detalhe importante do mesmo Prefácio: nenhuma formação social desaparece antes de desenvolver todas as forças produtivas que é capaz de conter.
Ou seja, pra Marx mudança de época não sai da vontade de alguns. Depende de condições materiais já maduras.
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Exemplo do próprio Marx, no Manifesto (1848) onde ele diz que o comércio e manufatura cresceram dentro do mundo feudal.
Em certo momento, as relações feudais de propriedade deixaram de corresponder a essas forças, viraram entrave e foram rompidas. Daí nasce a sociedade burguesa.
Eric Serra retweeted
Agora a tese central.
Em certo ponto, as forças produtivas crescem e entram em contradição com as relações de produção existentes.
O que antes ajudava a produzir passa a travar. Marx diz que essas relações viram grilhões.
Aí começa, diz ele, uma época de revolução social.
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No Prefácio de 1859, Marx diz que as pessoas entram nessas relações de forma necessária e independente da vontade delas.
Ninguém escolhe nascer servo ou herdeiro. E essas relações correspondem a um certo grau de desenvolvimento das forças produtivas.
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Já as relações de produção são as relações entre as pessoas no processo de produzir.
Quem é dono da terra e das máquinas? Quem trabalha nelas? Em que condições? Quem fica com o resultado?
Senhor e servo, patrão e assalariado: isso são relações de produção.
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As forças produtivas são tudo aquilo com que se produz e a capacidade de produzir.
Terra, ferramentas, máquinas, matérias-primas. Mas também a força de trabalho das pessoas e o saber técnico que elas acumulam.
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Na thread anterior falamos como Marx estuda uma sociedade a partir de como ela produz a vida material.
Pra isso ele separa duas coisas que andam juntas mas não são a mesma: as forças produtivas e as relações de produção. 🧵
Na thread anterior falamos como Marx estuda uma sociedade a partir de como ela produz a vida material.
Pra isso ele separa duas coisas que andam juntas mas não são a mesma: as forças produtivas e as relações de produção. 🧵
Dois cuidados importantes.
Primeiro: isso não é determinismo tecnológico. Forças produtivas incluem pessoas e saber, e Marx nunca disse que uma máquina nova muda a sociedade sozinha.
Segundo: Marx dá peso enorme à luta de classes. É nela que essa contradição é travada na prática.






