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Aquele hegeliano

Joined April 2026
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Deleuze é o cara normal que quer parecer doido, enquanto Hegel é o cara doido que quer parecer normal. Só analisar. Léxico deleuziano: máquina desejante, corpos sem órgãos, desterritorialização, rizoma, máquina abstrata, devir molecular, etc. Léxico hegeliano: determinidade essente, ser-para-si, determinado de uma determinidade, suprassunção, negatividade absoluta, essência em-si-e-para-si-essente, unidade inquieta, imediatidade, ser-junto-de-si, ser-dentro-de-si, determinações-de-reflexão, Coisa em próprio, autosubistência, unidade negativa, Ideia Absoluto, espírito, razão observadora, consciência-de-si universal, idealidade, etc.
Hegel é um pensador essencialmente comunista; já Deleuze é um pensador essencialmente anarquista. Ai que reside a diferença. Não irei desenvolver.
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Alguns comentários sobre 1) Mastrio acha que tentar pensar numa unidade do ente sem a univocidade é uma "teimosia". 2) O ponto dele é que a univocidade puro, na única forma que não seria reduzida a univocidade ou equívoco, a analogia de proporcionalidade, falharia tanto no teste de servir como meio termo para um silogismo e ser suficiente para contradição. 3) Ademais, é uma unidade problemática porque não forma um único conceito abstraível de ente; ou forma várias relações a ligadas a uma perfeição ou razões proporcionadas nas duas coisas
As 4 posições sobre a predicação do ente em relação a Deus e a criatura segundo Mastrio. 1) Equívoco → quando digo que Deus é ente e a criatura é ente, de comum há apenas a palavra, não há nenhum conceito comum. 2) Puro unívoco → ente é predicado da mesma forma para Deus e para criatura, sem diferença de grau e sem diferença de modo. Posição de Arriada, Oviedo e Mayronnes (Mastrio não tem certeza sobre o último). 3) Puro análogo → o nome é comum, mas a razão de ente significada não é inteiramente identidade e nem inteiramente diferente. A analogia trás uma unidade (unidade analógica) e alguma diversidade. Quando o ente se contrai na substância, ele é ser-substancial, no acidente é ser-acidental, em suma, o ente ao se contrair muda intimamente. Essa é a tese defendida por Tomás, Caetano, Ferrariense, pelos Complutenses. 4) Análogo unívoco → é unívoco porque a razão de ente é a mesma em Deus e na criatura, mas é análogo também porque existe um grau de dependência. Deus é ente por excelência, a criatura participado, assim temos uma diferença de perfeição e temos dependência. O ponto de Mastrio é que a criatura possui intrinsecamente a razão de ente e intrinsecamente a dependência e menor perfeição, por isso é uma univocidade de analogia intrínseca. A diferença de perfeição, modo e ordem essencial implicam em graus de analogia.
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As 4 posições sobre a predicação do ente em relação a Deus e a criatura segundo Mastrio. 1) Equívoco → quando digo que Deus é ente e a criatura é ente, de comum há apenas a palavra, não há nenhum conceito comum. 2) Puro unívoco → ente é predicado da mesma forma para Deus e para criatura, sem diferença de grau e sem diferença de modo. Posição de Arriada, Oviedo e Mayronnes (Mastrio não tem certeza sobre o último). 3) Puro análogo → o nome é comum, mas a razão de ente significada não é inteiramente identidade e nem inteiramente diferente. A analogia trás uma unidade (unidade analógica) e alguma diversidade. Quando o ente se contrai na substância, ele é ser-substancial, no acidente é ser-acidental, em suma, o ente ao se contrair muda intimamente. Essa é a tese defendida por Tomás, Caetano, Ferrariense, pelos Complutenses. 4) Análogo unívoco → é unívoco porque a razão de ente é a mesma em Deus e na criatura, mas é análogo também porque existe um grau de dependência. Deus é ente por excelência, a criatura participado, assim temos uma diferença de perfeição e temos dependência. O ponto de Mastrio é que a criatura possui intrinsecamente a razão de ente e intrinsecamente a dependência e menor perfeição, por isso é uma univocidade de analogia intrínseca. A diferença de perfeição, modo e ordem essencial implicam em graus de analogia.
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Eu
passaria minha vida lendo só hegel
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Eu não sou trotskista, na verdade nem marxista eu sou, mas percebo como os críticos do trotskismo se baseiam em coisas que são muito fáceis dos trotskistas refutarem. O pior é que os críticos do trotskismo sempre querem defender regimes que foram humanitariamente horríveis ou economicamente fracassados.
Eu digo com toda certeza que Trotski é, possivelmente, um dos autores marxistas mais vulgarizados ao longo da história junto do próprio Marx. As pessoas odeiam o trotskismo muitas vezes pq foram doutrinadas dentro de sua própria corrente, sem nunca ter lido nenhum texto dele.
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No mercy. Mastrio era poucas ideias.
"I respond that it is Zumel who deserves to be ridiculed rather than the conditional decrees — he who, unmindful of himself, says at tom. I, variarum disp. fol. 117, Sed dices, and fol. 150, at the end, that these decrees are not incompatible with God and are not superfluous; indeed, which is still more worthy of ridicule, he adds that the authors of the opposing opinion — who are themselves forgetful and did not concede it to others in other passages — also confess this same thing, namely the conditional decree. Here plainly the proverb fits: "The pot was calling the kettle black."—Bartholomew Mastrius
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Essa distinção entre propriedade individual e privada é uma distinção incorreta que os marxistas fazem. É uma tentativa vulgar de explicar algo que em Marx é bem mais profundo. Você está caindo em vários erros básicos em relação a Marx Várias objeções são bem óbvias: um trabalhador consegue comprar hoje em dia (e na época de Marx) meios de produção. Marx até fala desse fenômeno na seção do Salário por peça. 1) Individual não se contrapõe a privado em Marx, mas sim a coletivo. Individual se refere ao modo do uso ou apropriação. Se formos acampar, um membro de nosso grupo pode levar comida da casa dele para nós comermos. A nossa apropriação da comida foi coletiva, mas a propriedade da comunica é ainda daquele membro, é privada. Por isso Marx fala em apropriação individual e coletiva ou social combinado com a relação de propriedade. E isso será importante para explicar o capitalista acionista e sua propriedade (abaixo explicarei). Devemos ter em mente essa distinção: A) Propriedade → privada vs. social/comum B) Apropriação → individual vs. coletiva 2) A propriedade privada é um tipo de propriedade que se refere a posso, porém a propriedade privada é uma relação jurídica baseada ou fundamentada numa relação extrajurídica. E isso é importante, pois toda propriedade junta dois itens: fundamento formal + fundamento real. A) Propriedade privada do proletário → propriedade privada fundada no trabalho B) Propriedade privada do capitalista → propriedade privada fundada na exploração ou trabalho alheio 3) Portanto, é preciso entender que a apropriação individual é compatível tanto com a propriedade privada quanto com a coletiva. Por isso que Marx diz: "De modo nenhum queremos abolir esta apropriação pessoal dos produtos de trabalho para a nova geração da vida imediata — uma apropriação que não deixa nenhum provento líquido capaz de conferir poder sobre trabalho alheio. Queremos suprimir apenas o carácter miserável desta apropriação, em que o operário só vive para multiplicar o capital, só vive na medida em que o exige o interesse da classe dominante" (O Manifesto Comunista, sec. II. Proletários e Comunistas) 4) Marx até crítica o capitalismo como tendo um modo de apropriação especifico não compatível com a apropriação pessoal: "A ciência não custa ao capitalista absolutamente “nada”, o que não o impede de explorá-la. A ciência “alheia” é incorporada ao capital como trabalho alheio, mas a apropriação “capitalista” e a apropriação “pessoal”, seja da ciência ou da riqueza material, são coisas totalmente díspares (O Capital vol. 1, cap. 13, seção 2, primeira nota de rodapé) 5) Em O Capital (vol. 1, cap. 24, penúltimo parágrafo), Marx afirma que o capitalismo com a mesma necessidade de um processo natural produz a sua negação, que, por sua vez, é a negação da negação. Nesse mesmo parágrafo Marx afirma que a propriedade privada capitalista é a negação da propriedade privada fundiária feudal, ele nega a propriedade do trabalhador feudal que era baseada em trabalho e põe a dele. Porém, a propriedade privada capitalista ao ser negada reestabelece a antiga forma de propriedade só que com os ganhos dessa era, ela reestabelece a propriedade fundada no trabalho. 6) Agora a figura fica mais rica. O feudalismo tinha uma propriedade privada também e era fundada no trabalho, mas ainda se diferia por ser propriedade fundiária, isto é, garantida ao trabalhador. Porém, Marx reconhece que existem propriedades fundiárias baseadas no trabalho que são propriedades comuns, esse é o caso da Rússia como ele expõe na carta a Vera Zasulich (8 de março de 1881) e em outras cartas com os revolucionários russos. Isso significa que podemos pensar um número muito maior de propriedades: A) Propriedade privada fundiária baseada no trabalho B) Propriedade privada capitalista baseada na exploração C) Propriedade privada proletária baseada no trabalho D) Propriedade comum feudal baseada no trabalho E) Propriedade comum comunista baseada no trabalho Etc. 7) A propriedade privada do trabalhador é sempre individual, não atoa ele chama de propriedade individual na maioria das vezes. Ele se apropria individualmente através de seu trabalho. A do capitalista não é assim necessariamente. A propriedade privada dos meios de produção pode constituir uma apropriação coletiva na medida em que os meios de produção são por si só algo social. Em O Capital, Marx contrapõe privado e social, especialmente no capítulo um quando ele fala de "produtores privados" e "trabalho privado". No capitalismo o trabalho privado se reflete no trabalho social e o produtor privado tem sua relação com os outros produtores apenas pelo mercado. E isso é importante para mostrar o ponto a seguir: a propriedade comum dos meios de produção é uma propriedade social baseada no trabalho. É importante que o capitalista quebre essa relação do privado com o social para que certas determinações se ponham, como, por exemplo, o tempo de trabalho socialmente necessário como medida imanente do valor. Isso difere do trabalho no feudalismo, onde a medida do valor é o tempo de trabalho individual, isto é, do produtor privado; como Santo Tomás nota perfeitamente em seus comentários a Ética de Aristóteles, onde ele percebe até a natureza da relação entre esses produtores privados (Comentários a Ética n. 979-982) 8) O caso do capitalista acionista deixa a coisa mais complexa. O capitalista acionista, por meio da sociedade de ações suprassume o estado do capital como propriedade privada dentro dos limites do modo de produção capitalista (O Capital vol. 3, cap. 27, item III, sub-item 3 na lista). A sociedade de ações permitem aos capitalistas terem uma forma de propriedade bizarra onde compartilham o capital entre si e essa suprassunção cria uma "nova aristocracia financeira, uma nova classe de parasitas sob a forma de projetistas, fundadores e diretores meramente nominais" (O capital, vol. 3, cap. 27, um pouco mais abaixo). O capitalista acionista, diferente do capitalista clássico, não depende unicamente de uma forma de capital e consegue acumular muito mais. Na sociedade de ações há uma apropriação capitalista de todos os membros delas
Socialistas usam aquela clássica MENTIRA: propriedade pessoal x propriedade privada Pra dizer que os vagabundos não roubariam seu carro nem sua casa porque essas são propriedades pessoais e não privadas. (e eles estão somente interessados nos capitalistas malvadões) Eu vou REFUTAR essa merda usando a PROPRIA DEFINIÇÃO DELES e SUAS CONSEQUENCIAS LOGICAS. (e inclusive prevendo a semântica freestyle desses demônios porque é muito fácil quando se sabe a natureza deles) É muito simples. Propriedade privada: propriedade privada dos meios de produção. Propriedade pessoal: propriedade de uso pessoal, casa, carro, celular. PRIMEIRA PARTE: (MARIA, DONA DE UMA LOJA DE BOLOS.) Tudo é propriedade privada dos meios de produção, desde uma colher até um carro. Uma colher pode ser usada por uma confeiteira para fazer um bolo. Essa colher é propriedade privada dos meios de produção, é algo que maria usa para produzir o bolo que será vendido na loja dela. Mesma coisa vale para qualquer outra coisa que é usada para produzir algo. Inclusive um carro do uber, uma moto dos motoboy, um pincel de um artista, o computador de um programador e até o próprio corpo de uma acompanhante, ou um sensei de luta corporal. Perceba que várias dessas coisas podem ser usadas tanto para produzir riqueza quanto para uso pessoal. O uber pode viajar com a familia usando seu carro e usar o mesmo carro para trabalhar. A mulher pode comer uma sobremesa com a colher e usar a mesma colher para trabalhar. (Só aqui ja refutaria COMPLETAMENTE o socialista vagabundo. Mas o socialista vai usar a FAMOSA semântica freestyle pra MUDAR AO VIVO a definição de propriedade privada dos meios de produção, esperando que você não pegue ele no pulo, usando de todo seu mal caratismo e cinismo) (Socialista; NA VERDADE a definição de propriedade privada dos meios de produção é somente para empresas) Refutação simples: uma pessoa pode ser uma empresa. Um desenvolvedor de jogos pode fazer todo o processo dele usando um único computador e será o dono dos meios de produção.) (Socialista de novo muda a definição ao vivo porque é um demônio mentiroso e precisa ser exorcizado. Socialistas que ainda possuem humanidade, nesse nível, já teriam se arrependido de acreditar nessa ideologia demoniaca.) (Socialista: na verdade a definição de propriedade privada dos meios de produção é aquela empresa que possui mais de um funcionário) Refutação simples: Vamos pegar o exemplo da maria. Maria tem dois funcionários, um atendente e um cozinheiro que ajuda ela a fazer os bolos para vender na confeitaria. Maria agora terá sua empresa socializada pelo estado por ter dois funcionários (ou somente um, se o vagabundo socialista decidir mudar a definição pra mínimo 1) Então o que vocÊ tá me dizendo é que todas as empresas acima de 1 funcionário serão socializadas pelos socialistas? Se sim, parabéns, você acaba de socializar 99.9% das empresas do brasil. (Socialista vai mudar de novo a definição: "Mas na verdade é somente para grandes empresas com maquinario grande, fábricas, etc, pórque novamente, não tem carater nenhum e acha que semantica freestyle vai passar despercebido) Vamos pegar o exemplo da maria: Maria vende bolos tão gostosos que agora conseguiu escalar seu negócio e abriu franquias. Agora maria tem 100 funcionários divididos em 10 franquias ao redor de Saint Catherine. Pergunte ao socialista quem vai decidir qual o tamanho exato das empresas e a quantidade de funcionários exato que define quando uma propriedade deixa de ser pessoal e passa a ser propriedade privada dos meios de produção. Ele não vai conseguir responder honestamente porque a lógica trava lá no começo: não existe distinção. Propriedade privada é propriedade privada e acabou, mas como ele é um demonio mentiroso, vai continuar mentindo e usando semantica freestyle. Perceba que qualquer quantidade de funcionários e qualquer quantidade de fábricas pode ser a definição de propriedade privada dos meios de produção. Tudo depende de quem vai decidir isso, nesse caso, é o estado socialista que quer que você acredite que ele não vai atrás de você. Desde as multinacionais como a BYD no nordeste até a pequena loja da dona maria. Então o socialista muda de novo a definição: Na verdade, é somente para gigantes fábricas com maquinários ultracomplexos e mil funcionários. Então a refutação é mais simples ainda: PARABÉNS socialista. O estado vai fazer como? Passar uma lei? Decidir na canetada? Ou usar da força pra arbitrariamente destituir donos de empresas? Usar da força arbitrariamente é ditadura. Só em ditaduras que a lei não é seguida. Passar leis significa que agora TODAS as empresas vão ter o incentivo econômico MAIS FORTE DO MUNDO: manter a organização da empresa ABAIXO DO LIMITE DE SOCIALIZAÇÃO. Exemplo: Com 1000 funcionários vira propriedade privada dos meios de produção e precisa ser socializado: As empresas vão demitir em massa ou vão falir e as novas vão se manter abaixo do limite. Se esse limite baixar, a mesma coisa acontece de novo, só que numa escala maior porque a quantidade de empresas menores é muito maior do que a quantidade de empresas gigantes. E isso vai acontecer e vai parar quando? Pergunte para o demônio socialista, ele não vai saber te responder, mas eu te respondo: Vai continuar acontecendo. O estado vai mudando a definição, começa pelos gigantes, vai socializando, depois os grandes, depois os médios, depois os pequenos, até chegar em VOCÊ. Percebe que não importa se a propriedade privada dos meios de produção é uma simples colher ou uma fabrica gigante complexa? Basta que o detentor da lei mude a definição de propriedade privada dos meios de produção (ou a definição de propriedade pessoal) e seu carro, sua casa, tudo que você possui passa a ser propriedade privada dos meios de produção. Ou seja, no final das contas essa distinção ou cria limites econômicos CLAROS que gargalam a economia do país, o que vai forçar o estado a recuar ou a passar leis PROIBINDO essas alterações nas empresas, o que vai fazer as pessoas pararem de investir e criar empresas, vai acarretar em demissões em massa, fuga de capital, ai o estado vai criar mais leis proibindo fuga de capital e demissões em massa, quem não conseguir sair a tempo vai ser socializado, mas a produtividade do país vai ficar destruída no processo. Então sim. Eles vão atrás das suas coisas. E eles vão fazer isso aos poucos, começando pelas grandes empresas, destruindo riqueza e repetindo o processo até chegar em você. E durante esse processo satânico você vai ver: Preços subindo Riqueza sendo destruida desemprego em massa inflação brutal desinvestimento no país e desconfiança no governo dor, fome morte e miséria censura pra evitar fuga de pessoas Nunca se esqueça disso. O socialismo é a ideologia do mal, do demonio, da mentira.
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Por isso Schelling era muito empolgado com as descobertas da física. Porém, Hegel, Schelling, etc., não viveram para ver descobertas que mudariam toda a noção deles sobre natureza. 1) Eles não o eletromagnetismo. As descobertas de Maxwell quebram a visão deles sobre eletricidade e campos magnéticos (Hegel errou forte aqui). Maxwell adiciona muita coisa interessante para eles: (i) a luz como onda eletromagnética e a (ii) noção de campos. 2) A criação e os avanços da mecânica quântica e a mecânica relativistica. Isso aqui nem se fala. 3) Hegel e Schelling curtiam muito equações específicas, como formas de expressão de "verdades especulativas" ou profundas da natureza. Se eles achavam que Galileu e Newton soltaram a braba, imagine se viessem a função de onda de Schrödinger ou princípio de equivalência de massa-energia. 4) Isso sem falar das milagres de novas entidades e características dessas entidades que foram descobertas, desde entidades como anãs brancas e bruscos negros até propriedades como quantização de energia e dualidade onda-particula. Em todos esses casos, a única coisa que eu pensaria é: nós não vamos conseguir completar o sistema do idealismo alemão nunca kkkk.
O grande insight que os idealistas alemães seguiam era que a vida se comportava com pensamento. Um dos fios condutores era a noção de que os objetos físicos se comportavam como mecanismos (finalidade externa) e os objetos vivos como organismos (finalidade interna). Finalidade externa → um objeto é um fim para outro; a bola que colide em outra bola e move ela, o pincel que é usado pelo artista para produzir um quadro. Finalidade interna → um objeto é um fim para si mesmo; as células que operam suas funções para o funcionamento do organismo, os membros da família que fazem de tudo para manter ela funcionando. Isso significa que a vida expressa uma relação de totalidade: as parte não compõem apenas o todo, mas elas são reflexão do todo. Só que isso significa que a vida performa uma unidade semelhante a do pensamento, uma unidade onde 1) As partes formam uma nova coisa. 2) Essa nova coisa já estava contida nas partes, ela só se desdobrou a partir delas. 3) As partes são essa coisa ou melhor são formas de aparecimento dessa coisa. Os objetos que possuem comportamento mecânico, aqueles estudados pela mecânica clássica, não formam unidades desse tipo. Hegel percebeu que isso se inicia na química, na verdade, e a partir daí concebeu a natureza como um sistema de estágios do pensamento.
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O grande insight que os idealistas alemães seguiam era que a vida se comportava com pensamento. Um dos fios condutores era a noção de que os objetos físicos se comportavam como mecanismos (finalidade externa) e os objetos vivos como organismos (finalidade interna). Finalidade externa → um objeto é um fim para outro; a bola que colide em outra bola e move ela, o pincel que é usado pelo artista para produzir um quadro. Finalidade interna → um objeto é um fim para si mesmo; as células que operam suas funções para o funcionamento do organismo, os membros da família que fazem de tudo para manter ela funcionando. Isso significa que a vida expressa uma relação de totalidade: as parte não compõem apenas o todo, mas elas são reflexão do todo. Só que isso significa que a vida performa uma unidade semelhante a do pensamento, uma unidade onde 1) As partes formam uma nova coisa. 2) Essa nova coisa já estava contida nas partes, ela só se desdobrou a partir delas. 3) As partes são essa coisa ou melhor são formas de aparecimento dessa coisa. Os objetos que possuem comportamento mecânico, aqueles estudados pela mecânica clássica, não formam unidades desse tipo. Hegel percebeu que isso se inicia na química, na verdade, e a partir daí concebeu a natureza como um sistema de estágios do pensamento.
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A crítica de Marx ao conceito idealista de consciência viva, isto é, a noção de que não é a consciência que determina a vida, mas o contrário, parte de uma ideia que a consciência é produto da vida sem haver uma relação de desenvolvimento ou desdobramento. Para Hegel, a vida é uma forma de pensar que surge no não-pensar. A natureza é o pensar como não-pensar, é o pensar ou razão petrificada (no interior) cujo ser-aí (exterior) é só uma multiplicidade enorme de existências individualmente determinadas (as estrelas, cometas, buracos negros, elétrons, prótons, luz, etc.). Porém, cada parte da natureza funciona como diferentes estágios que fazem com que o pensamento (interior) estava mais ou menos exposto (exterior). Assim, a forma mais "não-pensamento" da natureza é, para Hegel, a mecânica (clássica), a mera relação de movimento, energia, colisões, etc., porque são a relação mais externa. A atividade mais básica do pensar é produzir a unidade com o outro, é englobar a identidade e a diferença formando a unidade contraditória. Esse movimento é a própria contradição. Porém, na sua forma mais abstrata, a natureza é totalmente exterior, ela é mecânica. Ser mecânico significa que as determinações são externas, em outras palavras, as partes não compõem um todo. A mera presença de um objeto numa esfera de interação (sistema) já "ativa" ou "coloca ele em" uma atividade com os outros itens. Assim é um sistema planetário. No mundo orgânico, na vida, a unidade não é assim porque os objetos se determinam internamente. Isso cria uma forma de sobre determinação e, além disso, uma retroação da totalidade: as células que compõem meu corpo são minhas células e agem em relação a totalidade, o organismo (isso se aplica mesmo com o paradigma do gene egoísta). A unidade da vida é internalizadora, ela já é o pensamento saindo para fora e se reestabelece do como pensamento. Hegel acredita que isso começa na química: no quimismo os elementos que estão num commericum não são indiferentes ao outros, eles são não-indiferentes, por isso as transformações químicas alteram a matéria para Hegel. O mundo orgânico é um passo a mais. É o último degrau wue falta para o pensamento retornar a superfície, para o nascimento do espírito. O ponto do Marx ser materialista é que ele não acha que a estrutura da vida é cópia da estrutura do pensamento, ou é o pensamento se reproduzindo de determinada maneira, mas o inverso: o pensamento é estruturado como a vida. O que implica que o pensar, o elemento posterior, não estaria implícito ou virtualmente contido na vida, mas que ele é produto causal direto dela, exterior.
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As pessoas que afirmam que tudo é político constantemente colapsam vários conceitos que deveriam ser distintos. 1) Confundem ser político com ter implicações políticas. Confundem o fundamento com o fundado. 2) Confundem ser político com poder ser observado politicamente. Confundem a reflexão externa delas com a reflexão imanente. 3) Confundem ser político com ser articulado politicamente. Nesse caso, confundem o objeto apropriado com o ato de apropriação. Sem colapsar tudo isso, não me parece que a tese de que tudo é político se sustenta. Tão logo uma dessas distinções não seja colapsada, você necessariamente tem uma quantidade enorme de coisas que são não-políticas. A verdade é que a política não só não é fundamental, como é expressão de um vício no pensamento. O politicismo é fruto de um humano esvaziado.
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É interessante perceber algumas coisas: 1) É interessante o constante uso de Marx do conceito de "vida". É um conceito biológico que ele usa de forma bem metafísica até. A vida é nada. Vida (Leben) é movimento de produção e reprodução de qualquer coisa. E o que a vida faz é uma atividade de vida ou atividade vital (Lebenstätigkeit). Daí que Marx não é reducionista porque ele vai dizer que o humano tem várias vidas: 1) Vida material → produção é reprodução de coisas básicas para viver como comida, bebida, casa, etc.; a vida base das outras 2) Vida artística → produção e reprodução dos modos de apreciar o mundo esteticamente 3) Vida cultural → produção e reprodução dos hábitos e tradições Etc. As forças produtivas estão relacionadas a capacidade de expandir essas vidas. Mas nenhuma vida existe sem a material (porque senão a gente morre) 2) O Mandel comete um pouco desse ao pensar forças produtivas apenas em relação a técnica do trabalho. Porém, as forças produtivas se refere a capacidade de produzir QUALQUER um dessas vidas. A questão é que as relações de produção atual estão degenerando não só a vida material, mas as outras. Daí vem uma tese do Trotsky que é: as forças produtivas estão estagnadas. Mesmo o capitalismo conseguindo aumentar a produção (aumentar capacidade técnica), isso não expande nada nas outras vidas. Está havendo só uma degeneração da essência humana, um esvaziamento.
Na thread anterior falamos como Marx estuda uma sociedade a partir de como ela produz a vida material. Pra isso ele separa duas coisas que andam juntas mas não são a mesma: as forças produtivas e as relações de produção. 🧵
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Droparam
New book: Novalis's Philosophical Fictions. James Reid. Oxford: UP, 2026. "The first volume in English to offer a sustained philosophical interpretation of Novalis’s work as a whole, beginning with his notebooks on Fichte". academic.oup.com/book/63256
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Isso aqui é de uma crueldade sem tamanho. Estão boicotando estabelecimentos de trabalhadores e buscando destruir suas vidas por divergência política. Isso me revolta imensamente. É abjeto. Agora todo mundo tem um ego alto o suficiente para dizer que o candidato de merda deles é o correto. Nunca leram nada de política, não sabem como funcionam as instituições brasileiras, não possuem noção nenhuma de política monetária e fiscal, nunca abriram um livro na vida. Nesse momento possuem a mais plena convicção de que a ideologia de merda deles é a correta e que ir contra o bandidinho de merda deles justifica destruir a vida de pessoas e suas famílias. Infelizmente, o burro não se salva pela mudança de consciência. Ele não consegue se corrigir e nem ter autoconsciência de nada; ele vai ser um eterno macaco. O que é capaz de redimir o retardado médio são o sentimento moral e a empatia que ele exerce com os outros; isso substitui nele a ausência de consciência sobre as coisas e a rigidez comportamental. Quando esses dois elementos não existem, o indivíduo deixa de ser gente. Quem é de direita e acha certo fazer isso é menos que gente. Para que haja uma revolução nesse país, é necessário que o brasileiro aprenda a ser gente primeiro.
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Suárez é só pedrada I. Potência e ato não se dizem propriamente princípios do ente; pois o ente é simplicíssimo e, por isso, de qualquer modo que exista, é ente em ato, ainda que porventura em potência para outro. II. O ato pode dizer perfeição, quer em sua razão formal, quer dentro de sua espécie, limitada; é, portanto, finito por si mesmo ou, talvez, pelo agente, não pela potência na qual é recebido. institutosuigeneris.com/xxiv…
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Se a Deus é aquilo que tudo pensa, poderia ele pensar algo novo? Pode o pensamento pensar o não-pensamento? A Ideia Absoluta, no elemento abstrato da lógica, depois de se delongar muito devém para-si totalmente, ela é uma unidade consigo que não tem mais diferença interna que separa ela de si mesma. Deus não só consegue pensar a si perfeitamente, como é o próprio processo eterno de se produzir nesse pensamento, como pensamento e para si mesmo. Ele pensou e foi o ser, o nada, o finito, o infinito, o real, o ideal, a substância, o acidente, o sujeito, o objeto, a vida, a própria cognição, o próprio agir e a si mesmo enquanto todo o processo de vir a ser para si. Mas não paramos por aqui: ele pensa a contradição porque é seu movimento, sua alma. Porém, se Deus permanecesse apenas nesse elemento onde não possui nenhuma diferença que ele não abarque e nenhuma pressuposição a mais, Deus seria limitado. Deus não pode permanecer no elemento abstrato do pensar. Mas como pode o infinito dos infinitos, aquilo que consegue abarcar tudo porque é tudo, não abarcar qualquer outra coisa? A resposta é simples: o pensamento precisa estranhar a si mesmo, isto é, ficar fora de si ou perder a si mesmo no elemento do ser-outro. A única coisa que foge do pensamento é, obviamente, aquilo que não está em sua unidade. O pensamento que pensa a si mesmo se produz como não-pensamento. Deus produz a si mesmo como ser-outro, não como um mero outro de si (porque isso já é processo dele), mas a si mesmo como alteridade ou exterioridade. Aqui jaz o elemento fundamental que todo o pensamento e toda a unidade é sempre quebrado: o estranhamento. A figura da Ideia Absoluta como Ideia fora de si ou Ideia na forma do ser-outro é a natureza. Mas como pode Deus vencer isto? Se ele se alienou totalmente e se colocou de fato na forma do ser-outro, como pode ele mesmo vencer esse estado de não-pensamento dele? Deus se reintroduz dentro de seu elemento alienado e surge dele novamente de modo finito, o espírito. O espírito se defronta consigo mesmo sem saber que é ele, se defronta com a natureza e tem ela como sua pressuposição. A missão secreta do espírito consiste em converter no não pensamento em pensamento e por meio disso desdobrar sua substância, realizar a liberdade no elemento da contingência. A liberdade perfeita lógica de Deus se realiza no elemento contingente do tempo e sobrepõe a necessidade da natureza, libertando-a de seu cativeiro como "razão petrificada". O espírito produz o seu mundo, tal como a Ideia Absoluta, e também pode se perder nesta produção, porque quanto maior ele é mais ele se arrisca a perder-se. Mas qual a garantia que Deus venceria esse estado? Para Hegel é a divina providência ou o que ele chama de "astúcia da razão". A astúcia da razão consiste na atividade da razão de conectar todo fim particular ao fim universal. Ela não interfere ativamente em nenhum fim, ela só faz o papel de mediadora, ela só conecta aquele fim ao universal. Assim, todas as ações humanas são sempre ações que visão esse fim último, o fim da história.
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Olha só
Suarez's Metaphysical Disputations is finally READY!!! 1700 pages covering the first half of the work according to Suarez's own division (disp. 1-27). It will be made available on the internet in two days.
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Minha vida foi uma mentira
Fun fact: The man in this painting isn't actually Meister Eckhart
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A Ideia Absoluta sempre pensa a si mesma a partir do caminho que fez para se desdobrar. Em outras, palavras, ela busca retroagir o começo para alterar o caminho que ela fez e "descobrir" a verdade sobre si mesma, isto é, revelar o caráter final pelo método. No final da lógica, a Ideia repensa o ser puro, o começo. Ela mostra que o ser puro como a afirmação abstrata é um ser posto dela. Parece que o método da Lógica é nada mais que o grande processo socrático de maiêutica: a ideia absoluta percebe que a verdade do começo é um autodeterminar dela, é o ato dela por uma diferença se repartindo, em outras palavras, o ser não é mais uma mera afirmação abstrata, ele é negação ou ser-posto. a) Ser puro do ponto de vista do começo → Imediato indeterminado, o começo absoluto ou a afirmação abstrata b) Ser do ponto de vista da ideia → ser-posto ou ser-mediado, pressuposto e negação. Ele é na verdade a negação do conceito, ele é o conceito em si (como Hegel nos adiantou); portanto ele é um universal. A verdade é que a Ideia Absoluta estava pressupondo a si mesma desde o início. Aqui a ideia acorda para a realidade que ela mesma pôs: o ser é um julgar de si mesmo da ideia. O próprio ser já guarda o processo analítico-sintético da ideia, o (i) conteúdo e derivação imanente e a (ii) progressão ou atividade da ideia. Essa rememoração da Ideia Absoluta forma a totalidade sistemática onde todas as categorias são momentos singulares seus e totalmente mediados, isto é, uma ciência completa. Mas não só isso. Agora, a própria ciência das coisas tem ciência de si mesmo. A Ideia Absoluta levanta de sua ignorância, a não ciência de si mesma produz a ciência de si mesma pelo próprio percurso de negar e dividir a si mesma. A vitória da Ideia Absoluta é a prova de sua infinitude.
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